sábado, 30 de outubro de 2010

Soneto - Gregório de Matos

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crecer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ousadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, mar de enganos,
Ser louco c'os demais, que só, sisudo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Uso de aspirina reduz morte por câncer de próstata


Os anticoagulantes são capazes de barrar o crescimento e propagação do tumor

De acordo com um estudo da University of Texas Southwestern Medical School, nos Estados Unidos, homens com câncer de próstata que tomem anticoagulantes, como a aspirina, tem o risco de morte pela doença reduzido.

Segundo os pesquisadores, o uso desses medicamentos nos pacientes que passam por cirurgia e radioterapia, o risco de morte da doença cai de 10 % para 4% em 10 anos. As chances de desenvolver metástase óssea também é diminuída.

O estudo envolveu mais de 5 mil homens com câncer localizado, ou seja, aqueles em que a doença não tinha se disseminado além da próstata, e que foram tratados com cirurgia ou radioterapia, duas das modalidades de tratamento mais comuns para câncer de próstata. Os pacientes foram classificados por terem um grau alto, médio ou intermediário da doença. Desses pacientes, aproximadamente dois mil tomaram anticoagulantes. Os resultados mostraram que os anticoagulantes podem interferir no crescimento e propagação do câncer.

Além disso, foi constatado que o benefício dos anticoagulantes é até maior em pacientes diagnosticados com câncer de próstata de alto risco. Esta é uma notícia animadora para os pacientes neste grupo, pois eles têm o câncer mais agressivo, e as opções de tratamento são limitadas. O estudo também concluiu que o benefício é melhor quando a aspirina é utilizada em vez dos outros tipos de anticoagulantes.

Apesar dos resultados animadores, mais pesquisas precisam ser realizadas para entender melhor como os anticoagulantes agem no organismo causando este efeito benéfico para os pacientes. Por enquanto, os pesquisadores afirmam que os anticoagulantes agem evitando que o câncer se espalhe, ou seja, que ocorra a metástase das células danificadas, e a formação de novos tumores.

Aposte na prevenção

O câncer de próstata é silencioso, sem sinais evidentes a não ser em estágios mais avançados, quando já está infiltrado em órgãos adjacentes, ou quando suas metástases em ossos, pulmão fígado se manifestam. Um reforço nas ações de diagnóstico poderia, por exemplo, ajudar a reduzir o câncer de próstata, que, segundo pesquisa, é detectado no estágio inicial apenas em 7% dos casos. Quando o diagnóstico do tumor primário é feito logo, 90% dos pacientes têm uma sobrevida maior que cinco anos. Já se for detectado tardiamente, essa proporção cai para a metade.

De acordo com uma pesquisa do Instituto nacional do Câncer (INCA), é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alarme para o câncer, como nódulos, febre contínua, feridas que não cicatrizam, indigestão constante e rouquidão crônica, antes dos sintomas que caracterizem lesões mais avançadas, como sangramento, obstrução de vias intestinais ou respiratórias e dor. Os principais sintomas do crescimento da próstata, segundo o urologista, são os de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção, que podem ocorrer nos casos benignos.

http://msn.minhavida.com.br/conteudo/12216-Uso-de-aspirina-reduz-morte-por-cancer-de-prostata.htm

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mundo vai ter 30 mil genomas em 2011

Queda de preço da leitura de DNA deve gerar aumento vertiginoso de dados sobre genes humanos, diz revista

Até o ano passado, os cientistas tinham "lido" menos de dez genomas; ideia é facilitar busca por elos com doenças

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA

O ritmo vertiginoso com que os computadores ficam mais rápidos chegou ao mundo do sequenciamento (leitura) de DNA. No ano passado, havia menos de dez genomas humanos decifrados. Quando 2011 terminar, serão mais de 30 mil -por baixo.
A estimativa, considerada conservadora, foi feita pela revista científica "Nature" após ouvir mais de 90 centros de pesquisa genômica mundo afora. Só até o fim deste mês, a conta deve chegar a 2.700 genomas.

"QUINHENTÃO"
"O preço está cada vez mais baixo, de fato. Com US$ 5.000, US$ 4.000 você já consegue sequenciar um genoma. Daqui a pouco vai custar quinhentão", brinca Sandro José de Souza, biólogo do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (SP) especializado em estudos genômicos.
Um artigo científico na "Nature" desta semana serve como um aperitivo do que está por vir. Um consórcio internacional, o Projeto 1.000 Genomas, coordenado por David Altshuler, do Hospital Geral de Massachusetts (EUA), publica dados do genoma de 179 indivíduos dos cinco continentes.
A batelada de pessoas incluídas na pesquisa tem uma justificativa simples: achar variantes raras de DNA. A questão é que, embora pareça haver um componente genético forte em problemas comuns, como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares, é quase impossível achar genes associados a esse tipo de doença.
Os pesquisadores apostam que isso se deve ao fato de que o risco genético de tais doenças vem de uma miríade de mutações raras, cuja ação se soma e acaba desembocando na tendência hereditária a dado problema.
"Essa, ao menos, é a explicação mais popular para os resultados fracos dos estudos genômicos até agora", escreve Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em comentário à nova pesquisa na "Nature".
O consórcio internacional parece ter dado um passo importante para colocar a ideia à prova: eles identificaram 8 milhões de trocas de uma única "letra" química de DNA, até então desconhecidas, bem como 1 milhão de pequenas adições ou inserções de "letras" no genoma.
Ainda não há leituras de genomas inteiros de indivíduos brasileiros, embora já tenha sido sequenciado o DNA de um tipo de tumor.
"O problema ainda é integrar tudo isso com outras informações, envolvendo só os genes que estão ativos, ou o metabolismo do indivíduo, para responder perguntas específicas. O grande gargalo está aí", diz Sandro de Souza.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2810201002.htm

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ESTÁ PARA PEIXE

O Instituto Butantan desenvolveu uma nova droga de combate à asma, à base do veneno do peixe niquim, conhecido como peixe-sapo. A substância leva vantagem sobre os corticóides normalmente usados no tratamento da doença, que podem causar efeitos colaterais no sistema imunológico, rins e fígado. A droga poderá ser ministrada em quantidades menores do que as normalmente utilizadas pela indústria farmacêutica.

GÔNDOLA
A substância, que já está patenteada, será testada agora para ser usada na produção de medicamentos. O Butantan também deve registrar a patente nos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, México, China, Índia, Japão e Coreia do Sul.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1310201009.htm

domingo, 3 de outubro de 2010

De onde veio a escola - 4/4

A Revolução Francesa trouxe ao mundo a ideia de uma escola gratuita e voltada a todos os cidadãos.No início do século XIX,com o desenvolvimento da indústria, a escola passou a ser vista também como ambiente de treinamento do jovem para o mundo do trabalho.Em linhas gerais,o modelo de escola que conhecemos hoje nasceu nesse peíodo.

Em 1816, o industrial Robert Owen inaugurou o INSTITUTO PARA FORMAÇÃO DO CARÁTER JUVENIL. A instituição, que cuidava dos filhos dos operários de sua fábrica em New Lanark, na Escócia, durante o horário de trabalho,é tida como a primeira escola infantil moderna da história.



http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html

A doença da família


O afeto não pode barrar o curso da doença de Alzheimer, mas, ao compreender e aceitar a condição da pessoa afetada, a família torna a vida mais fácil para todos, diz o especialista Edoardo Giusti


Carlos Cecconello/Folhapress

Reuniões de grupo de familiares da zona oeste de São Paulo

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

No Brasil, entre 70% e 99% dos pacientes com demências senis vivem em casa.
O Alzheimer, demência mais comum, não tem cura.
Além de perda cognitiva, traz alterações comportamentais como surtos de agressividade e pode durar até 20 anos.
A família adoece junto. Nesta entrevista à Folha, o médico e psicólogo Edoardo Giusti, autor do livro "Alzheimer -Cuidados Clínicos e Aconselhamento Familiar" (Gryphus), fala das dificuldades de quem convive intimamente com a doença.

Folha - O apoio da família pode mudar o curso da doença? Edoardo Giusti - Os familiares podem tornar a vida do doente mais suportável, se tiverem paciência e forem acolhedores e afetivos. Mas, o Alzheimer é degenerativo e até agora, embora as pesquisas tenham feito algum progresso, não há nada que possa mudar o curso da doença.

O que a família precisa saber?
A deterioração das faculdades cognitivas gera, nos estágios mais graves, o esfacelamento psíquico. É um processo involutivo irreversível. A família deve receber orientação para compreender melhor a gravidade do estado demencial, para poder distinguir a presença dos vários distúrbios que podem atingir cada indivíduo.

Até que ponto o tratamento não farmacológico é eficaz?
O tratamento não farmacológico é útil para ajudar a controlar a doença e tornar a vida do doente menos difícil e mais digna. Para ser eficaz, é preciso apoio afetivo e que os cuidadores aceitem a condição do paciente.

Quais são os medicamentos mais eficazes?
Depende dos sintomas e dos efeitos que causam. Não há evidências sobre a superioridade de um ou outro.

E se o paciente não aceita a doença e o tratamento?
É muito comum a pessoa negar a doença. Os familiares precisam ser insistentes, firmes, mas nunca agressivos. Essa é a parte mais difícil.

O contexto familiar pode exacerbar os sintomas?
Um meio negativo e familiares que não aceitam a doença causam sofrimento emocional para o paciente, mas isso pode não fazer diferença no aumento das lesões.

A casa da família é o melhor lugar para o paciente?
Nem sempre é a melhor solução. Quando não há condições de assistir ao doente e à sua família, a internação pode ser mais adequada.

E como lidar com a culpa de não conseguir cuidar de um familiar querido?
Os grupos de apoio, em que as pessoas convivem com outras famílias na mesma situação, ajudam a entender os sentimentos de raiva, culpa e tristeza.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0310201001.htm

sábado, 2 de outubro de 2010

De onde veio a escola - 3/4

Durante o período medieval, a instrução formal ficou restrita à Igreja e vinculada, portanto, ao catolicismo.
A cultura renascentista e o humanismo surgiram para se opor a esse modelo, propondo pela primeira vez uma escola distante das questões religiosas. Essa nova concepção da educação se tornaria uma das mais importantes mudanças trazidas pela Idade Moderna.

No final da Baixa Idade Média, surgiu na Europa a figura do "mestre livre", educador autônomo que ensinava também aos que não eram clérigos.Esse seria o embrião do "TUTOR", profissional que, no período moderno,formou os filhos da nobreza e da burguesia.



http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html

Paul Gauguin Paintings



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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

De onde veio a escola -2/4

Os pais da educação clássica são os gregos.
Assim como nos domínios faraônicos, o acesso às escolas era restrito aos filhos de governantes, que deveriam aprender as disciplinas relacionadas à política (como oratória e filosofia) e à guerra.Esse modelo de instituição foi importado por Roma, que acrescentou elementos de educação moral e cívica ao currículo heleno.

A mais famosa escola do mundo clássico foi a chamada ACADEMIA DE ATENAS, fundada por Platão no início do século IV a.C. O local em nada se assemelhava com as escolas que conhecemos hoje:o conhecimento não era transmitido, mas sim criado e discutido entre os pensadores.
Aristóteles, que se matriculou na Academia aos 17 anos, foi o mais célebre estudante.



http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
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