"Uma noite um velho contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.Ele disse:meu filho,a batalha é entre dois lobos dentro de ´todos nós.Um é mal.É a raiva,inveja,ciúme,cobiça,arrogância,orgulho.O outro e bom.É alegria,paz,esperança,humildade,benevolência, fé. O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:"Qual o lobo que vence?" O velho simplesmente respondeu,"O QUE VOCÊ ALIMENTA."
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Lucia Helena
Eneida
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Professores também são vítimas de ciberviolência
18/08/2010 - 16h17
ANGELA SENRA Colaboração para o UOL
Sofrer perseguição e constrangimento pelo pessoal da escola, o bullying, não é um acontecimento reservado apenas aos alunos. Professores também padecem com o desrespeito dos estudantes. Mas, em vez de aviõezinhos de papel, os alunos de hoje se vingam dos professores na internet, criando comunidades e sites com difamações e xingamentos. Seria uma espécie "ciberbullying às avessas", apesar de o termo não se aplicar neste caso (leia abaixo).
A ciberviolência contra professores - melhor definição aplicada aqui - parece ser mais comum em escolas públicas, mas existe também nos estabelecimentos privados. Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), uma explicação para que o mau comportamento ocorra com menos frequência nas particulares é o sonho dos pais que os filhos estudem em determinados colégios. “Os mais conceituados são procurados às vezes quando a criança nasce, dão status, por isso as escolas privadas conseguem controlar melhor este tipo de comportamento”, acredita.
Isso não quer dizer que não aconteça. A professora de Florianópolis (SC) Luciana*, de 41 anos, lecionava em uma faculdade particular havia três anos quando se viu às voltas com a agressão de um grupo de alunos. “Eles não aceitavam as cobranças que eu fazia em sala de aula e partiram para o ataque na internet. Criaram uma comunidade no Orkut com o nome de ‘Eu Odeio a V… Cognitiva’, que fazia referência à disciplina que eu dava”, relata.
Ela levou o fato ao conselho de ética da universidade, que não se posicionou a respeito. “O coordenador do curso apenas conversou com os alunos e pediu que retirassem o grupo virtual do site. Mas até a comunidade sair do ar eles colocaram posts ofensivos, me xingaram de todos os palavrões que se pode imaginar.”
Ao contrário de muitos professores, que acabam doentes, Luciana permaneceu indo normalmente ao trabalho. “Tenho jogo de cintura, não me deixei abalar, mas foi muito complicado. Não é nada agradável ter um grupo de pessoas que não gosta do seu trabalho e que, em vez de discutir civilizadamente, publica insultos contra você diariamente na internet”, desabafa.
A solução que a faculdade encontrou foi não renovar o contrato com Luciana, que hoje leciona em faculdade federal e não sofreu mais este tipo de assédio.
Brincadeira ou assédio?
O assédio moral aos professores não é uma novidade do século XXI, mas Quézia acredita que antes era mais disfarçado. “Na década de 1970, quando dava aulas, os alunos ficavam quietos na presença do professor. Hoje as relações são muito diferentes, há uma desvalorização generalizada do papel do educador. Os próprios pais, muitas vezes, ao invés de questionarem os filhos, questionam os professores, mesmo quando se trata de notas baixas.”
Além disso, o próprio sistema, segundo ela, dá mais poder ao aluno. “A reprovação, que era um instrumento de controle, quase não existe mais, e o aluno sabe disso”, diz Quézia.
Professor versus aluno
O professor então estaria isento de responsabilidade? O sociólogo Gualberto Gouveia, que estuda o tema há seis anos, acredita que não. “Muitos estão afastados dos alunos, não se atualizam e perdem o controle com facilidade. Isso dá margem às brincadeiras, que, muitas vezes, não passam disso mesmo.”
Para a psicopedagoga Birgit Mobus, da Escola Suíço-Brasileira de São Paulo, o limite entre uma gracinha de mau gosto e agressão nem sempre é claro. “Se um aluno coloca sal na água do professor, é indisciplina? Qual o significado de ‘vá se ferrar’, por exemplo? Para alguns, é um palavrão; para outros, um desabafo do tipo ‘não enche’. Depende muito do humor do professor e de seu nível de tolerância. O bom profissional sabe avaliar a gravidade de um fato e conversa com o aluno e os pais para resolver”, acredita.
E quando o aluno resolve partir para a agressão física? “Crianças pequenas, que não sabem lidar com a raiva, podem bater no professor. Muitas vezes, estes alunos têm pais abusadores ou não têm limites dentro de casa e carregam o mesmo comportamento para a sala de aula”, diz Birgit.
Não é incomum também ouvir dos pais que, já que pagam a escola, os professores têm de fazer o que eles querem. “Os professores são cobrados, mas não são valorizados. E isso se reflete no comportamento dos alunos”, afirma Quézia.
O que fazer
No caso de agressão de aluno contra professor, o termo bullying não se aplica, pois é usado para denominar agressão entre pares, ou seja, aluno contra aluno ou professor contra professor. Mas assim como nos casos de bullying, a escola tem sua responsabilidade. “Ela deve ficar alerta ao problema, no sentido de preveni-lo”, explica o advogado trabalhista empresarial José Eduardo Pastore.
A difamação, que consiste em atribuir a alguém fato ofensivo à sua reputação, pede medidas:
- Registre um boletim de ocorrência (BO) contra o autor da difamação ou seu responsável legal.
- No caso de redes sociais, ingressar com uma ação cautelar para que o provedor forneça os dados sobre a identidade do computador do qual as mensagens foram postadas e ainda para que o provedor remova do ar o conteúdo ofensivo.
- Entre na Justiça com um pedido de indenização por danos morais.
- Entre na Justiça com uma ação de difamação, de caráter criminal. O crime de difamação se enquadra nos crimes contra a honra, Capítulo V, Título I da Parte Especial do Código Penal Brasileiro. A difamação, prevista no artigo 139 do Código Penal, é punida com detenção de três meses a um ano, além de multa.
* O nome foi trocado a pedido da entrevistada
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/08/18/professores-tambem-sao-vitimas-de-ciberviolencia.jhtm
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Turba sombria (Walder Maia do Carmo)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Campanha de vacinação contra a paralisia infantil continua em pelo menos 15 Estados
16/08/2010 - 17h57
CAROLINA LEAL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a paralisia infantil continua em pelo menos 15 Estados que ainda não atingiram a meta de imunizar 95% das crianças de até cinco anos.
SP prorroga até dia 20 de agosto a segunda etapa da vacinação contra paralisia infantil
Governador de SP leva sua neta para ser vacinada contra a pólio
Segunda etapa da vacinação contra pólio começa às 10h de sábado
Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Acre e Roraima continuam na campanha.
A maioria dos Estados adotou como data final a próxima sexta-feira, dia 20 de agosto; Paraná e Espírito Santo estenderam a campanha até o dia 27; Roraima, até o dia 30. Sergipe e Tocantins não estabeleceram um prazo final.
A Folha não conseguiu confirmar os prazos da campanha com os governos do Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Amapá e Amazonas.
Os Estados que decidiram não prorrogar a campanha oficialmente são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte e Maranhão. No entanto, mesmo com o fim da campanha oficial, a vacina continua disponível em postos de saúde da rede municipal.
Boa parte dos Estados adotou a prorrogação por conta da baixa procura pela vacina no sábado, o dia "D" da vacinação. O governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, citou o frio e a chuva que atingiram o Estado no fim de semana.
Outros Estados, como Santa Catarina, Paraíba e Tocantins, já tinham incluído o prazo maior em seus cronogramas. No Tocantins, por exemplo, a dificuldade de acesso a localidades da área rural fez com que o governo não estabelecesse uma data limite para a vacinação.
BALANÇO
Um balanço parcial do Ministério da Saúde indica que cerca de 10 milhões de crianças foram vacinadas em todo o país contra a poliomielite, até as 15h desta segunda-feira. A meta é imunizar 14,6 milhões de crianças --ou 95% dos menores de cinco anos.
A primeira etapa da campanha foi no dia 12 de junho. Cerca de 24 milhões de doses de vacina foram distribuídas em cada etapa.
O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989. Causada pelo poliovírus selvagem, a doença é caracterizada por febre, mal-estar, cefaleia e pode causar paralisia. A vacina é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.
Somente não devem ser imunizadas as crianças com deficiência imunológica, como Aids e câncer, ou que apresentem infecções agudas, febre alta, diarreia, vômito ou alergia aos componentes da vacina.
A poliomielite é uma infecção grave causada por três tipos vírus que provoca lesões no sistema nervoso podendo matar ou provocar a paralisia dos membros --pernas e braços. A doença é transmitida por via oral.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/783824-campanha-de-vacinacao-contra-a-paralisia-infantil-continua-em-pelo-menos-15-estados.shtml
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
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diálogo entre o principezinho e a raposa, capítulo XXI do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
Viver na esperança, saindo da utopia (Walder Maia do Carmo)
Na flor subtraida do outono, onde primavera não havia.
Na alegria das sílabas falantes
No amor remoçando os amantes.
Na alma, recôndito do homem livre.
Viver na esperança, saindo da utopia.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sétimo poema do ciclo "Ângela" - Gregório de Matos
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?
Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.
sábado, 31 de julho de 2010
Células-tronco e a ditadura do comportamento
Agora o órgão que controla os medicamentos por lá liberou nesta sexta (30) o primeiro teste no mundo em humanos de um tratamento derivado de células-tronco embrionárias (obtidas a partir de embriões com menos de uma semana de existência). A empresa Geron irá escolher até dez pacientes com lesão recente na medula espinhal que receberão as células e serão acompanhados por um ano.
Já abordei este tema neste blog várias vezes e não sou um especialista em ciência feito jornalistas como Claudio Ângelo e Marcelo Leite, mas a notícia vale nota e anima não apenas pelo avanço médico que simboliza, mas também por mostrar que estamos conseguindo dar importantes passos contra a ditadura da religião e seu manual de comportamento.
É claro que não sou inocente de achar que a indústria da saúde nos Estados Unidos (talvez a mais selvagem das selvagens indústrias do capitalismo, que ganha bilhões explorando o sofrimento) não lucrará muito com o know-how que será acumulado a partir das portas que se abrem. Como noticiei aqui antes, o próprio Obama, na época, reclamou – básico – que os EUA estavam ficando para trás do ponto de vista técnico-comercial. Mas o uso desse tipo de terapia deve ajudar a reduzir o sofrimento de milhões de pessoas no futuro, ricas e pobres, e portanto, deve ser incentivado.
Por aqui, após um longo debate, o Supremo Tribunal Federal aprovou em maio de 2008 as pesquisas com células-tronco embrionárias, rejeitando uma ação direta de inconstitucionalidade que tentava barrá-las. A votação foi apertada, seis a cinco, com os ministros Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Carmen Lúcia Antunes Rocha, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello votando a favor.
Há aqueles que defendem apenas as pesquisas com células-tronco adultas, para evitar o descarte de embriões. Essa linha também é promissora, mas não pode ser a única adotada frente à versatilidade das células células-tronco embrionárias. E vamos sem racionais, pelo amor de Deus! Um grupo de algumas células embrionárias congeladas após terem sido preteridas em um tratamento de fertilização e que seriam lançadas para virar pó em um incinerador não podem ter o mesmo valor de um ser humano nascido. Ou de alguém que perdeu o movimento das pernas. Ou de uma pessoa que é obrigada a injetar insulina todo santo dia. Ou alguém que, religiosamente, teve que alterar sua rotina porque perdeu a visão em um acidente. Se for necessário utilizar essas células para que alguém volte a andar, ouvir e enxergar ou seja curado de uma doença degenerativa fatal, que se faça.
O pior é ter que ouvir que o uso desses embriões é assassinato… A humanidade já deveria ter evoluído para deixar as cruzadas de lado, mas os conservadores (atenção, não estou colocando as igrejas todas no mesmo balaio como muitos dizem que gosto de fazer por aqui – apenas as suas alas mais reacionárias) botam cada vez mais lenha na fogueira de uma guerra santa contra a dignidade do ser humano. Que, ironicamente, é o desejo do Criador de acordo com as diferentes escrituras.
Vale lembrar que, nem bem Bento 16 aterrissou por aqui em 2007, e já foi condenando o aborto, a pesquisa com embriões para obtenção de células-tronco e a eutanásia. “Escolhe, pois, a vida” foi o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB em 2008, quando a crítica ao direito ao aborto, às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia foi grande. As Campanhas têm um papel fundamental na vida dos católicos do país e são importantes. Por isso, defendo que haja liberdade plena para qualquer grupo se manifeste como quiser sobre esses temas. Liberdade, contudo, que deve ser estendida a todos. Por isso, vamos aproveitar esse momento para abrir o debate à sociedade a fim de que ela possa fazer suas próprias escolhas e não ser guiada por terceiros.
Ao final, se determinado grupo for contra o uso de células-tronco embrionárias no futuro, sem problema. Oriente seus fiéis a viver (ou morrer) sem utilizar o tratamento e receber seu prêmio em um plano superior. Não tenho certeza se serão ouvidos por muita gente.
http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/07/31/celulas-tronco-e-a-ditadura-do-comportamento/
Exercício criado para pessoas com e sem deficiência promete boa forma e inclusão
Por Miriam Temperani
Qualidade de vida e boa forma para todos! Essa é a proposta da “Moving Chair”, primeira aula feita especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida. Criada pelo professor de educação física e de tae kwon do Cleuton Nunes, de 30 anos, a aula foi apresentada pela primeira vez na 20ª Fitness Brasil, realizada em maio na cidade de Santos, São Paulo.
Após sofrer um acidente de moto em que perdeu as duas pernas, Nunes passou a vivenciar uma nova realidade em que a atividade física não fazia parte dela e resolveu mudar essa situação. “Percebi que os cadeirantes ativos necessitavam de melhor condicionamento físico em seu cotidiano, tornando os obstáculos fáceis, inspirando a uma atividade física que não viesse apenas do esporte e que pudesse fazer parte dos movimentos de inclusão”, relata. Foi assim que nasceu a aula que integra todos. O nome “Moving Chair”, que numa tradução livre seria “cadeira móvel”, tem tudo para fazer sucesso, junto com os benefícios que ela proporciona.
Muito dinâmica, a aula mescla movimentos do boxe e do pilates, trabalhando principalmente os membros superiores. Realizada com músicas empolgantes e acessórios como cordas e elásticos, ela trabalha o corpo, a força e o equilíbrio, permitindo mais controle do tronco sobre a cadeira, o que facilita na locomoção e nas tarefas funcionais do dia a dia. “O fortalecimento da musculatura faz com que a pessoa com deficiência tenha mais funções e controle do corpo, e que suas atividades em ambiente aberto sejam realizadas com maior destreza, deixando-a cada vez mais independente nas suas obrigações e passeios”, diz Cleuton. A atividade é praticada em grupo e isso proporciona o benefício de integração social, o aumento da autoestima, a qualidade de vida e bem-estar. Para quem não possui deficiência, os exercícios melhoram a postura, o condicionamento físico e o fortalecimento cervical.
http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/59/artigo179162-1.asp
sábado, 24 de julho de 2010
Como se fosse a primavera
Como Se Fosse a Primavera
Composição: Pablo Milanés/Nicolas Guillén/Chico Buarque
De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
E de que modo sutil
Me derramou na camisa
Todas as flores de abril
Quem lhe disse que eu era
Riso sempre e nunca pranto?
Como se fosse a primavera
Não sou tanto
No entanto, que espiritual
Você me dar uma rosa
De seu rosal principal
De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
Eu morrendo
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Nos tempos idos (Walder Maia do Carmo)
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Intemperança (Walder Maia do Carmo)
o outono, esperança da primavera de colibris.
No apróbrio homem,seu beneplácito,do medonho bélico.
Na observância
o esforço,de um olhar,buscando compreender
o mundo e o amor.
Rompendo a resistência do orgulho da intemperancia..
domingo, 11 de julho de 2010
Antônio Conselheiro: um herói popular
Com um camisão de brim azul, vivendo de esmolas e carregando numa mão mão um livro com a "Missão Abreviada" e na outra "As Horas Marianas", Antônio Conselheiro iniciou sua carreira de andarilho, como beato. Mas logo se transformou num condutor de sertanejos. Acompanhado por duas professas, entrava nas cidades rezando terços e ladainhas. Depois pregava, possuído por um furor místico que arrastava multidões.
Os poucos prisioneiros homens eram degolados, depois de se exigir deles, inutilmente, um "Viva a República". As águas do Vaza-Barris em pouco tempo eram uma lagoa de sangue. Pilhas de cadáveres serviam de trincheiras aos sertanejos. Os soldados incendiavam casas onde estavam velhos e crianças. E na mente do horrorizado Euclides crescia uma idéia: denunciar a barbárie e provar que Canudos não era um problema político, era uma questão social. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento (...) quando caíram seus últimos defensores, quando todos morreram. Eram apenas quatro: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. (...)
Em 1902, numa choupana à beira do rio, em São José do Rio Pardo, Euclides da Cunha terminou seu livro, contando a verdadeira história sobre o extermínio de Canudos: uma luta desigual e vergonhosa, em que o exército brasileiro se cobriu de infâmia. O inimigo invencível afinal de contas não passava de gente sofrida das secas. Mulheres, velhos e crianças que resistiram até o fim, numa luta inglória. Negros e índios que buscavam criar um espaço em que pudessem ser admitidos como integrantes da nação.
Euclides da Cunha revelou que "sertão" é sinônimo de solidão do homem na terra, onde o abrigo da salvação está apenas nas poucas veredas. Ao criticar o beato, foi o primeiro que apregoou que a "terra é do homem, não é de Deus nem do diabo." E a frase atribuída a Antônio Conselheiro, "o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão" é uma profecia que ecoa por todo o deserto nordestino, desde bem antes do Conselheiro. E sobrevive na esperança e na alma do sertanejo.
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/sertoes/sertoes3.htm
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Revolução Constitucionalista de 1932
No final da década de 1920, essas forças políticas se tornaram débeis por causa de fatos como as greves operárias da década e o movimento tenentista (dissidência de oficiais do exército). Com a crise na Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, essa elite que dependia economicamente das exportações se enfraqueceu ainda mais.
Na época, havia eleições “diretas” para presidência. Esses votos, no entanto, não eram universais. Além das mulheres não poderem votar, as eleições eram amplamente fraudadas, com a utilização do chamado “voto de cabresto” (quando os líderes políticos vigiavam os votos dos seus eleitores, que não eram secretos). Disputaram o pleito o paulista Júlio Prestes e o gaúcho Getúlio Vargas.
Prestes “ganhou”, mas não levou. Antes da saída do então presidente Washington Luiz do poder, houve o assassinato do candidato a vice-presidência na chapa de Getúlio, João Pessoa, provavelmente fruto de um crime passional. A morte foi o estopim para a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas tomou o poder.
O governo provisório de Getúlio prometeu uma nova constituição, mas nada ocorreu no primeiro ano. Enquanto isso, principalmente em São Paulo, a resistência ao governo continuou. O movimento se ampliou depois que quatro manifestantes foram mortos por policiais durante um protesto pró-constituição no dia 23 de maio. Mário Martins de Almeida, de 31 anos; Euclydes Bueno Miragaia, de 21; Dráusio Marcondes de Souza, 14 anos, e Antônio Américo de Camargo Andrade, de 30, acabaram tornando-se símbolos do movimento. As iniciais dos seus nomes mais usados formaram a sigla M.M.D.C. (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) e batizou a campanha.
No dia 9 de julho, o ex-candidato Júlio Prestes, com apoio do interventor de São Paulo Pedro de Toledo, deu o estopim para a revolução. O Estado se mobilizou, milhares de pessoas tornaram-se voluntárias, moradores chegaram a doar jóias e ouro pela causa e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) determinou que várias indústrias produzissem material bélico. No final, São Paulo tinha 40 mil soldados, divididos em três frentes principais de combate: as fronteiras com o sul de Minas Gerais e o norte do Paraná e o Vale do Paraíba.
A desigualdade entre as tropas constitucionalistas e as getulistas era grande. Além de um arsenal menor, o número de soldados paulistas era pequeno em relação aos adversários. O governo federal fez uma campanha contra o movimento difundindo a idéia de que São Paulo queria se separar do Brasil, o que ajudou a angariar voluntários.
A intenção dos paulistas era receber apoio de setores insatisfeitos de outros Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Esses movimentos, no entanto, foram rapidamente inibidos. Em 3 de outubro, as tropas se renderam, após serem negociadas a anistia para os soldados e o exílio para as lideranças.
Com mais de 600 mortos, principalmente paulistas, a revolução acabou, mas teve como fruto uma nova constituição, promulgada em 1934.
http://pessoas.hsw.uol.com.br/nove-julho1.htm
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A Vida se Expressa (Walder Maia do Carmo)
a vida se expressa.
Segue,instinto,distinto, à existência.
Manifesta-se,contente, se renovando:
na face
no pensamento
no chorar
no amor
na união!
Na admoestação,
a vida se expressa...
terça-feira, 22 de junho de 2010
Solidão na noite (Walder Maia do Carmo)
Filosofia, Religião.
Na visão,enorme distância,
entre Deus e a Razão;
se perdendo na vereda do provável.
Singular maneira de atentar,
contra a existência.
Solidão na noite...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Seu Apocalipse (Walder Maia do Carmo)
No espelho só espectro de uma vida,
naquele espaço sem brilho.
Contista de existência débil,
aquele homem,exauria,
enfático no seu apacalipse...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Restaurando a Terra (Walder Maia do Carmo)
a paz!
Um homem novo,superando a ganância.
Um homem acolá de condicionar conceitos...
Não pseudo, o homem e sua fé.
O supra-homem, restaurando a Terra.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O prisioneiro da Utopia (Walder Maia do Carmo)
no horizonte imerso no imenso da busca.
Caminha lento,se torna lenta,
no indubitável tempo.
Reminiscência intrépida,
padece na insatisfação...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ao mal o dia do mal (Walder Maia do Carmo)
para que a paz,
se quando a honestidade e a sinceridade
acabam,aquilo que tinha importância
se torna prática vazia.
Olhe para mim, periférico, por ai...
A cobiça prenderá sua alma na prisão da formosura.
A sepultura a consumirá, por não ter mais onde ir.
Uma nova terra se construirá,na face dessa gente,
na doçura dos lábios.
Na sua fala o palrar.
Melhor longânime do que valente.
Ao mal o dia do mal.
sábado, 22 de maio de 2010
Escritora chilena Isabel Allende confirma participação na Flip
da Reportagem Loca
A escritora chilena Isabel Allende confirmou presença na 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 4 e 8 de agosto.
Com 18 livros publicados e traduzida em mais de 30 idiomas, Allende participará de conversa com o jornalista Humberto Werneck, na qual apresentará seu novo livro, "A Ilha sob o Mar", que tem lançamento pela editora Bertrand Brasil.
Confirmados
Além de Allende, confirmaram presença na Flip o irlandês Colum McCann, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi, a cubana Wendy Guerra, os ingleses Terry Eagleton, William Boyd e Peter Burke e os americanos Robert Crumb, Lou Reed, Benjamin Moser, Robert Darnton, Lionel Shriver, William Kennedy e Gilbert Shelton.
Entre os brasileiros, devem comparecer ao evento Hermano Vianna, Maria Lúcia Burke, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Bracher, Carola Saavedra, Ronaldo Correia de Brito, Patricia Melo, Alberto da Costa e Silva, Angela Alonso e Reinaldo Moraes.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u739140.shtml
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Onde foi perdido o Amor (Walder Maia do Carmo )
na treva atômica,
esquecido,padecendo de se relacionar;
existirá, mais clara, aquela vida que não
perecerá no seu refúgio déspota...
Ainda que haja treva atômica,
o límbico do homem não será derradeiro...
Haverá esperança, essa esperança
que terminará no expirar do planeta...
Onde foi perdido o Amor.
Falha no organismo protege contra HIV
Novo estudo mostra como o mecanismo funciona e pode abrir nova frente na tentativa de criar vacina; artigo tem elogio de Nobel
DA REDAÇÃO
Uma mutação genética que pode causar doenças autoimunes como o diabetes tipo 1 confere a seus portadores inusitada vantagem: seus organismos passam a combater o HIV.
Cientistas acabam de revelar o mecanismo por trás desse fenômeno, abrindo um nova frente na tentativa de criar uma vacina contra a Aids.
A descoberta, descrita em estudo na revista "Nature", é fruto de um trabalho conduzido por cientistas da Universidade Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
O grupo descreve como usou uma ampla estratégia, que incluiu simulação do sistema imunológico por computador e testes genéticos em pacientes, para obter seus resultados.
A mutação estudada pelos cientistas é identificada pela sigla HLA B57. Ela faz com que os linfócitos, células de defesa do sangue, atuem de forma mais abrangente. Eles são capazes de capturar vírus que sofreram mudanças e poderiam passar despercebidos pelo sistema imune.
A vantagem da mutação por si só já era conhecida. Mas, sem saber seu mecanismo de ação, os cientistas não tinham como tentar fazer uma vacina que imitasse essa estratégia. No novo estudo, porém, pesquisadores mostram como a HLA B57 induz a produção de linfócitos que reconhecem e atacam até mesmo o HIV "disfarçado".
O truque para o linfócito com a mutação reconhecer o HIV é que, em vez de fazer a busca usando um conjunto grande de características do vírus, ele o identifica usando só um pequeno pedaço das proteínas que o recobrem -um peptídeo.
Ao simplificar o processo, o sistema imune corre o risco de atacar células do próprio organismo, causando doenças. Mas, em compensação, ele não deixa de atacar o HIV porque o vírus mudou só um pedaço de sua enorme casca de proteínas.
Normalmente, linfócitos que agem como policiais "paranoicos" -enxergando o rosto do suspeito em toda molécula que encontra- são destruídos pelo organismo. Nos pacientes com a HLA B57, porém, eles são livres para agir, porque não saem à caça dos vírus carregando uma lista grande de características, evitando um pouco o excesso de ataques a "inocentes".
Prova de fogo
Para saber se a teoria estava correta, cientistas fizeram testes de DNA em pacientes portadores de genes com características similares ao HLA B57.
Neste grupo, aqueles que haviam contraído o HIV de fato dificilmente desenvolviam a doença. Quase 2.000 pessoas foram avaliadas no trabalho.
Segundo Bruce Walker, um dos líderes do estudo, a descoberta levou tempo porque necessitou que um grande conhecimento sobre a estratégia de ação do vírus se acumulasse.
"O HIV está se revelando aos poucos", disse, em comunicado à imprensa. "Isso é mais um ponto a favor da luta contra o vírus, mas ainda temos um longo caminho pela frente."
O trabalho dos cientistas recebeu um elogio público de David Baltimore, Prêmio Nobel de Medicina de 1975, que hoje estuda HIV e imunologia.
"Esse é um estudo notável porque parte de uma observação clínica, integra-a a observações experimentais, gera um modelo [hipótese] validável e deriva deste um profundo entendimento sobre o o comportamento do sistema imune humano", escreveu o cientista.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0605201001.htm
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Escolha da Águia (Autor Desconhecido )
A Águia é a ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos.
De maior envergadura de asas pois abertas podem chagar a 86cm de comprimento; sua visão é de trezentos graus, quase o dobro do humano.
Com uma membrana nictante é o único ser que pode olhar direto para o Sol; na forte tempestade não se esconde nem tenta inutilmente enfrenta-la, mas voa acima dela; fiel a uma única companheira ,nunca em bandos mas sempre sozinha e altaneira, caçadora, guerreira e corajosa, imponente, bela e preciosa no voar e no ataque.
Mas vamos ao mais fascinante:
Aos 40 anos suas unhas estão compridas e flexíveis e não conseguem mais segurar suas presas, seu bico se encurva e não morde mais com força, suas asas pesadas e envelhecidas dificultam o seu vôo.
Só há dois caminhos:
Deixar-se morrer ou renovar-se num doloroso e longo processo de 5 meses.
Ela voa para o ninho num paredão no alto da montanha, fica protegida, mas só poderá sair se novamente for capaz de voar.
Lá suporta corajosamente a dor.
Ela bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, espera nascer um novo bico e com ele novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas, novamente espera que nasçam novas unhas e com elas arranca as velhas penas.
Após 5 meses com novas asas, se lançará no vôo da Vitória e Renovação e viverá mais 30 anos.
Aos 40 anos renascerá para mais 30 anos, totalizando 70 anos.
Muitas pessoas vivem em constantes brigas e lamentos, vidas de ressentimentos e medo, sem coragem e força para o ritual da renovação do renascimento.
Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas da agressividade, retire as penas do medo que te impedem de voar; a decisão é só tua!!!
Vai viver como Urubu que se alimenta do podre do passado, do que está morto, ou vai voar livre acima da tempestade, recebendo a luz do sol como a Águia!!!
Decida pela vida.
Voe...
O LOBO DA ESTEPE ( Herman Hesse)
O erudito Harry Haller vive o tempo toda a tensão entre a vida sublime de seus grandes poetas e músicos - Goethe e Mozart, mormente, com os quais inclusive tem encontros imaginários – a vida da alta cultura, do espírito, dos Imortais, e a vida das profundezas da superficialidade, do sensual, da carne, a que é conduzido por Hermínia, mulher da noite que conhece em um bar e alter ego de um amigo de infância que muito o impressionou. Vive, portanto, atraído por dois pólos magnéticos opostos, um representado pela vida noturna, pelo álcool, pelos cigarros, pelo jazz, pelas meretrizes e pelo despertar ao meio dia; o outro pela vida ascética, diurna, tranqüila, de jardins bem cuidados da família burguesa vizinha que admira logo no primeiro capítulo como alguém que sente nostalgia por um paraíso perdido.
Mas, em verdade, sabe que viver burguesamente é viver na mesma terra mediana em que vive. O burguês vive dividido entre a atração da vida do santo e a vida do libertino, do espírito e da carne, não conseguindo superar a medianidade e entregar-se completamente a um dos dois pólos radicais. O Lobo da Estepe, conforme explicado no "Tratado do Lobo da Estepe", pertence à burguesia, não consegue superá-la, daí seu misto de apreço e desprezo pela vida burguesa. Harry entrega-se à dissipação querendo superar a mediocridade burguesa, quer uma transcendência, ainda que pelos "martírio da carne", mas não tem força bastante para esta libertação, daí a sua atração pela vida burguesa quando sente-se aprofundar demais na vida do libertino.
Porém, para além da dupla personalidade, Haller descobre ter mil almas, que além dos dois pólos pelos quais se sente atraído, uma infinidade de pulsões interiores e exteriores atua sobre o seu ser, engendrando múltiplas personalidades, mal contidas pela frágil unidade de seu ego. Mas Haller admite no delírio final do romance a coordenação das mil almas, mil personalidades em torno de um eixo central que dá unidade à pluralidade de personas...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Nova ferramenta do Google aponta Brasil como líder no pedido de censura de conteúdo
20/04/2010
*Atualizado às 17h20
O Brasil lidera o ranking de solicitações para censura em produtos e serviços oferecidos pelo Google, de acordo com dados divulgados pela empresa nesta terça (20). O país emitiu, no período de julho a dezembro de 2009, 3.663 pedidos de envio de dados de usuários e outros 291 para remoção de conteúdo. Entretanto, dados da China – conhecida por censurar conteúdo – não foram informados pois não podem ser divulgados pela empresa.
As informações têm como base uma ferramenta do próprio Google, lançada nesta terça, que informa quais foram os pedidos feitos por governos estrangeiros para obtenção de dados de usuários ou remoção de conteúdo dos serviços e produtos da empresa. O lançamento do Government Requests Tool ocorre logo após a polêmica do fim da censura a buscas no serviço chinês e o pedido para que as configurações de privacidade fossem reforçadas, feito em carta aberta assinada por dez países na última segunda-feira.
O UOL Tecnologia entrou em contato com o Google Brasil, para saber por que o país aparece na liderança desse ranking. Por meio da assessoria de imprensa, a subsidiária afirmou ainda não ter um porta-voz que possa dar um posicionamento sobre o assunto.
Segundo a empresa, os números retratados no mapa referem-se a informações que envolvem difamação, crimes de ódio e falsidade ideológica. A pornografia infantil não está retratada nessa ferramenta, de acordo com a companhia, porque o Google remove esse conteúdo imediatamente, assim que identificado, sem a necessidade de notificação.
Cerca de 82% das solicitações brasileiras estavam de acordo total ou parcialmente com a política do Google para esses casos. O Google mostra ainda para quais serviços da empresa foram feitas as solicitações: o Orkut está na frente de todos eles, com 119 pedidos diretos e outros 99 a partir de ordens judiciais. Em seguida está o YouTube (1 pedido direto e 32 por ordens judiciais) e o Blogger, com 21 pedidos via ordens judiciais.
Censura crescente na web
Ao mesmo tempo que lança a ferramenta, o Google faz um alerta sobre o crescimento da censura na web nos últimos tempos. No comunicado oficial, a empresa ressalta que mesmo diante da garantia de liberdade de expressão, existente no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e que se aplica também à internet, “a censura na web por governos cresce rapidamente: do bloqueio imediato e filtragem de sites a ordens judiciais que limitam o acesso à informação, além da legislação que obriga as empresas a praticar auto-censura de conteúdo”.
Ainda assim, o Google faz uma ressalva, na página de perguntas e respostas do Government Requests Tool, de que os números apresentados não são 100% completos e precisos. Não foram incluídas estatísticas de países com menos de 30 notificações ou de pedidos feitos via formulário web nos serviços da empresa.
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/04/20/google-lanca-ferramenta-divulgar-pedidos-de-censura-de-governos.jhtm
domingo, 18 de abril de 2010
Em homenagem a Monteiro Lobato, domingo (18) é Dia Nacional do Livro Infantil
Esse dia foi escolhido por ser o aniversário de Monteiro Lobato, considerado por muitos como o maior escritor infantil brasileiro. Foi ele quem inventou as histórias do “Sítio do Picapau Amarelo” e de personagens inesquecíveis como Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Cuca e muitos outros.
Essas histórias foram criadas há muito tempo, mas são adoradas pelas crianças até hoje. O primeiro livro com uma aventura no sítio, por exemplo, já tem 90 anos! Tanto sucesso fez as narrativas irem parar na televisão, em diferentes séries. A primeira começou a ser transmitida há quase 60 anos e a última versão terminou há menos de três anos.
Monteiro Lobato escreveu 26 livros infantis durante toda sua carreira e, se ainda estivesse vivo, completaria 128 anos em 2010.
Por toda a importância que o escritor teve, além da homenagem no Dia Nacional do Livro Infantil, Monteiro Lobato virou nome de uma cidade onde ele morou, no interior de São Paulo. Em Taubaté, a casa em que ele nasceu foi transformada no Museu Monteiro Lobato. Sabe onde fica? Dentro do Sítio do Picapau Amarelo, na avenida Monteiro Lobato.
http://criancas.uol.com.br/novidades/2010/04/16/dia-nacional-do-livro-infantil.jhtm
sábado, 17 de abril de 2010
Cinesesc oferece sessões de cinema para deficientes visuais e auditivos
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
colaboração para o Guia da Folha
O Festival Sesc Melhores Filmes 2010 é um evento tradicional na capital paulista, mas esta é a primeira vez que os organizadores introduzem uma tecnologia que possibilita aos deficientes visuais e auditivos participarem das sessões de cinema no Cinesesc (centro de São Paulo).
As pessoas com dificuldade para ver ganham um fone de ouvido antes do início da exibição. É através desse aparelho que elas escutam a descrição das imagens e diálogos que estão passando na tela de projeção. Os que não conseguem ouvir têm à disposição o sistema "open caption" --mais conhecido--, que possibilita acompanhar o filme.
Aos adolescentes, recomenda-se ligar antes para o Cinesesc e verificar a classificação etária.
Saiba a programação desta quinta-feira (15) até domingo (18):
Dia 15
14h - "Milk - A Voz da Igualdade"
17h - "Apenas o Fim"
19h - "Polícia Adjetivo"
21h30 - "A Festa da Menina Morta"
Dia 16
14h - "Se Nada Mais Der Certo"
17h - "Gran Torino"
19h - "A Partida"
21h30 - "Divã"
Dia 17
14h - "A Era do Gelo 3"
17h - "É Proibido Fumar"
19h - "Anticristo"
21h30 - "Bastardos Inglórios"
Dia 18
14h - "Up - Altas Aventuras"
17h - "500 Dias com Ela"
19h - "Milk - A Voz da Igualdade"
21h30 - "Loki - Arnaldo Baptista"
http://guia.uol.com.br/cinema/ult10044u720861.shtml
O ateu e o judeu (Walder Maia do Carmo)
e foi até a loja de um judeu que,negociava a verdade.
_Que procuras, perguntou o judeu?
_Procuro a verdade, respondeu o ateu,a muito gostaria de encontra-la.
Minha jornada anda insatisfeita.
_Mas, para conhecer a verdade é necessário,buscar ,também a origem.
_Que origem, já sei quem sou e de onde venho.Argumentou o ateu.
_O judeu ponderou e falou ao ateu: Se sabes tua origem, então já conhece
a verdade, que vem de um Poder Superior,imparcial e benevolente.É possível
que tua dúvida possa está na ausência de fé.
_Mas tenho fé,disse o ateu,acredito que hoje o meu dia vai ser bom,que tudo
vai da certo.
_Mas, não falo desta fé,disse o judeu,esta é uma fé natural,do instinto de conservação.
_Então de que fé fala,perguntou o ateu?
_Falo de uma fé sobrenatural que, acontece na esperança,no amor,na caridade.
_Parece difícl esta tal fé,disse o ateu,deve exigir renuncias.Está me parecendo a de Moisés.
_O judeu,polidamente,acrescentou: Sim desta fé que falo.A prática dela nos conduz
a um inventário moral de nós mesmo.Exige renuncia e por isso o homem,buscando
poder e riquesa vai se distanciando dela...
_Mas, isso é antagônico vindo de você, que concentra riquezas no mundo,que
alimenta o Capitalismo pai das diferenças sociais.
_O judeu considerou todas articulações do ateu e disse: Conheço essa fé desde Moisés,
mas ainda remanesce o descompromisso daquela Aliança.
_ O ateu se foi...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.
Mas um terror antigo,que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.
E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão noturna que me guia.
Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.
Fernando Pessoa
Pâncreas artificial ajuda 11 pacientes com diabetes a regular açúcar
da Reuters, em Chicago
15/04/2010 - 10h07
O teste de um "pâncreas artificial" que monitora o nível de açúcar no sangue e administra insulina e um hormônio regulador chamado glucagon ajudou pacientes com diabetes a terem níveis quase normais de açúcar no sangue durante mais de 24 horas, disseram pesquisadores dos EUA nesta quarta-feira (14).
O sistema, constituído por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop, é feito para melhor imitar o mecanismo natural do organismo para controlar o excesso ou falta de açúcar no sangue.
Em testes anteriores de sistemas equivalentes ao pâncreas, mas que administravam apenas insulina, alguns pacientes ficaram com uma grave hipoglicemia (baixo grau de açúcar no sangue).
O acréscimo de pequenas doses de glucagon, um hormônio liberado pelo pâncreas para aumentar o nível de açúcar no sangue, ajudou a superar isso, segundo o estudo publicado na revista "Science Translational Medicine".
Após alguns ajustes para um programa sofisticado de computador que faz o papel do cérebro no sistema, todos os 11 adultos envolvidos no estudo tinham um bom controle de açúcar no sangue, sem hipoglicemia, mesmo depois de consumirem três refeições ricas em carboidratos.
Primeiro
"Este é o primeiro dispositivo de pâncreas artificial que usa tanto a insulina quanto o glucagon", disse Steven Russell, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, um dos chefes do estudo.
Existe atualmente uma espécie de corrida pelo desenvolvimento do primeiro pâncreas artificial funcional, o que seria útil para vítimas do diabete tipo 1, doença autoimune em que o organismo destrói sua própria capacidade de produzir insulina e sintetizar o açúcar.
Há sistemas que monitoram constantemente a glicose e injetam insulina automaticamente, mas o risco de hipoglicemia permanece, pois, em pessoas com diabete tipo 1, o glucagon não funciona direito.
O novo sistema foi desenvolvimento no laboratório de Edward Damiano, engenheiro biomédico da Universidade de Boston, e pai de um menino que tem diabete tipo 1.
Em fevereiro, pesquisadores britânicos testaram um sistema semelhante em 17 crianças e concluíram que ele mantinha seus níveis de açúcar próximos a níveis normais em 60% do tempo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u721174.shtml
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Poemas do Cancioneiro (Fernando Pessoa)
Para haver nela um silêncio em descida
P'ra o mistério, silêncio a que a hora assiste...
E, perto ou longe,grande lago mudo,
O mundo, o informe mundo onde há vida...
E Deus, a Grande Ogiva ao fim de tudo...
Há no firmamento
Um frio lunar.
Um vento nevoento
Vem de ver o mar.
Quase maresia
A hora interroga,
E uma angústia fria
Indistinta voga.
Não sei o que faça,
Não sei o que penso,
O frio não passa
E o tédio é imenso.
Não tenho sentido,
Alma ou intenção...
'Stou no meu olvido...
Dorme, coração...