sábado, 31 de julho de 2010

Células-tronco e a ditadura do comportamento

Em 09 de março de 2009, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama suspendeu as restrições ao financiamento público de pesquisas com células-tronco embrionárias impostas pela administração Bush, cumprindo uma promessa de campanha. Células-tronco possuem a capacidade de se converterem em quase todos os tipos de células humanas e, por isso, são alvo de pesquisas com potencial ainda não totalmente compreendido – tratar a doença de Parkinson, devolver movimentos e visão a vítimas de acidentes, curar diabetes…

Agora o órgão que controla os medicamentos por lá liberou nesta sexta (30) o primeiro teste no mundo em humanos de um tratamento derivado de células-tronco embrionárias (obtidas a partir de embriões com menos de uma semana de existência). A empresa Geron irá escolher até dez pacientes com lesão recente na medula espinhal que receberão as células e serão acompanhados por um ano.

Já abordei este tema neste blog várias vezes e não sou um especialista em ciência feito jornalistas como Claudio Ângelo e Marcelo Leite, mas a notícia vale nota e anima não apenas pelo avanço médico que simboliza, mas também por mostrar que estamos conseguindo dar importantes passos contra a ditadura da religião e seu manual de comportamento.

É claro que não sou inocente de achar que a indústria da saúde nos Estados Unidos (talvez a mais selvagem das selvagens indústrias do capitalismo, que ganha bilhões explorando o sofrimento) não lucrará muito com o know-how que será acumulado a partir das portas que se abrem. Como noticiei aqui antes, o próprio Obama, na época, reclamou – básico – que os EUA estavam ficando para trás do ponto de vista técnico-comercial. Mas o uso desse tipo de terapia deve ajudar a reduzir o sofrimento de milhões de pessoas no futuro, ricas e pobres, e portanto, deve ser incentivado.

Por aqui, após um longo debate, o Supremo Tribunal Federal aprovou em maio de 2008 as pesquisas com células-tronco embrionárias, rejeitando uma ação direta de inconstitucionalidade que tentava barrá-las. A votação foi apertada, seis a cinco, com os ministros Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Carmen Lúcia Antunes Rocha, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello votando a favor.

Há aqueles que defendem apenas as pesquisas com células-tronco adultas, para evitar o descarte de embriões. Essa linha também é promissora, mas não pode ser a única adotada frente à versatilidade das células células-tronco embrionárias. E vamos sem racionais, pelo amor de Deus! Um grupo de algumas células embrionárias congeladas após terem sido preteridas em um tratamento de fertilização e que seriam lançadas para virar pó em um incinerador não podem ter o mesmo valor de um ser humano nascido. Ou de alguém que perdeu o movimento das pernas. Ou de uma pessoa que é obrigada a injetar insulina todo santo dia. Ou alguém que, religiosamente, teve que alterar sua rotina porque perdeu a visão em um acidente. Se for necessário utilizar essas células para que alguém volte a andar, ouvir e enxergar ou seja curado de uma doença degenerativa fatal, que se faça.

O pior é ter que ouvir que o uso desses embriões é assassinato… A humanidade já deveria ter evoluído para deixar as cruzadas de lado, mas os conservadores (atenção, não estou colocando as igrejas todas no mesmo balaio como muitos dizem que gosto de fazer por aqui – apenas as suas alas mais reacionárias) botam cada vez mais lenha na fogueira de uma guerra santa contra a dignidade do ser humano. Que, ironicamente, é o desejo do Criador de acordo com as diferentes escrituras.

Vale lembrar que, nem bem Bento 16 aterrissou por aqui em 2007, e já foi condenando o aborto, a pesquisa com embriões para obtenção de células-tronco e a eutanásia. “Escolhe, pois, a vida” foi o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB em 2008, quando a crítica ao direito ao aborto, às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia foi grande. As Campanhas têm um papel fundamental na vida dos católicos do país e são importantes. Por isso, defendo que haja liberdade plena para qualquer grupo se manifeste como quiser sobre esses temas. Liberdade, contudo, que deve ser estendida a todos. Por isso, vamos aproveitar esse momento para abrir o debate à sociedade a fim de que ela possa fazer suas próprias escolhas e não ser guiada por terceiros.

Ao final, se determinado grupo for contra o uso de células-tronco embrionárias no futuro, sem problema. Oriente seus fiéis a viver (ou morrer) sem utilizar o tratamento e receber seu prêmio em um plano superior. Não tenho certeza se serão ouvidos por muita gente.


http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/07/31/celulas-tronco-e-a-ditadura-do-comportamento/

Exercício criado para pessoas com e sem deficiência promete boa forma e inclusão


Por Miriam Temperani


Qualidade de vida e boa forma para todos! Essa é a proposta da “Moving Chair”, primeira aula feita especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida. Criada pelo professor de educação física e de tae kwon do Cleuton Nunes, de 30 anos, a aula foi apresentada pela primeira vez na 20ª Fitness Brasil, realizada em maio na cidade de Santos, São Paulo.

Após sofrer um acidente de moto em que perdeu as duas pernas, Nunes passou a vivenciar uma nova realidade em que a atividade física não fazia parte dela e resolveu mudar essa situação. “Percebi que os cadeirantes ativos necessitavam de melhor condicionamento físico em seu cotidiano, tornando os obstáculos fáceis, inspirando a uma atividade física que não viesse apenas do esporte e que pudesse fazer parte dos movimentos de inclusão”, relata. Foi assim que nasceu a aula que integra todos. O nome “Moving Chair”, que numa tradução livre seria “cadeira móvel”, tem tudo para fazer sucesso, junto com os benefícios que ela proporciona.

Muito dinâmica, a aula mescla movimentos do boxe e do pilates, trabalhando principalmente os membros superiores. Realizada com músicas empolgantes e acessórios como cordas e elásticos, ela trabalha o corpo, a força e o equilíbrio, permitindo mais controle do tronco sobre a cadeira, o que facilita na locomoção e nas tarefas funcionais do dia a dia. “O fortalecimento da musculatura faz com que a pessoa com deficiência tenha mais funções e controle do corpo, e que suas atividades em ambiente aberto sejam realizadas com maior destreza, deixando-a cada vez mais independente nas suas obrigações e passeios”, diz Cleuton. A atividade é praticada em grupo e isso proporciona o benefício de integração social, o aumento da autoestima, a qualidade de vida e bem-estar. Para quem não possui deficiência, os exercícios melhoram a postura, o condicionamento físico e o fortalecimento cervical.


http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/59/artigo179162-1.asp

sábado, 24 de julho de 2010

Como se fosse a primavera


Como Se Fosse a Primavera

Composição: Pablo Milanés/Nicolas Guillén/Chico Buarque

De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
E de que modo sutil
Me derramou na camisa
Todas as flores de abril

Quem lhe disse que eu era
Riso sempre e nunca pranto?
Como se fosse a primavera
Não sou tanto
No entanto, que espiritual
Você me dar uma rosa
De seu rosal principal

De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
Eu morrendo
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nos tempos idos (Walder Maia do Carmo)

Nos tempos idos
noites airosas de luar
musas de orvalhos,do poeta,
para noite romântica.
Nos tempos idos
menestréis vertiam notas,
num cântico,
para o coração desejoso de Amar.
Nos tempos idos
a simplicidade íntima,
daquela gente dos tempos idos...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Intemperança (Walder Maia do Carmo)

Na observância
o outono, esperança da primavera de colibris.
No apróbrio homem,seu beneplácito,do medonho bélico.
Na observância
o esforço,de um olhar,buscando compreender
o mundo e o amor.
Rompendo a resistência do orgulho da intemperancia..

domingo, 11 de julho de 2010

Os Sertões, baseado na obra de Euclides da Cunha


Antônio Conselheiro: um herói popular

Com um camisão de brim azul, vivendo de esmolas e carregando numa mão mão um livro com a "Missão Abreviada" e na outra "As Horas Marianas", Antônio Conselheiro iniciou sua carreira de andarilho, como beato. Mas logo se transformou num condutor de sertanejos. Acompanhado por duas professas, entrava nas cidades rezando terços e ladainhas. Depois pregava, possuído por um furor místico que arrastava multidões.


Os poucos prisioneiros homens eram degolados, depois de se exigir deles, inutilmente, um "Viva a República". As águas do Vaza-Barris em pouco tempo eram uma lagoa de sangue. Pilhas de cadáveres serviam de trincheiras aos sertanejos. Os soldados incendiavam casas onde estavam velhos e crianças. E na mente do horrorizado Euclides crescia uma idéia: denunciar a barbárie e provar que Canudos não era um problema político, era uma questão social. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento (...) quando caíram seus últimos defensores, quando todos morreram. Eram apenas quatro: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. (...)

Em 1902, numa choupana à beira do rio, em São José do Rio Pardo, Euclides da Cunha terminou seu livro, contando a verdadeira história sobre o extermínio de Canudos: uma luta desigual e vergonhosa, em que o exército brasileiro se cobriu de infâmia. O inimigo invencível afinal de contas não passava de gente sofrida das secas. Mulheres, velhos e crianças que resistiram até o fim, numa luta inglória. Negros e índios que buscavam criar um espaço em que pudessem ser admitidos como integrantes da nação.


Euclides da Cunha revelou que "sertão" é sinônimo de solidão do homem na terra, onde o abrigo da salvação está apenas nas poucas veredas. Ao criticar o beato, foi o primeiro que apregoou que a "terra é do homem, não é de Deus nem do diabo." E a frase atribuída a Antônio Conselheiro, "o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão" é uma profecia que ecoa por todo o deserto nordestino, desde bem antes do Conselheiro. E sobrevive na esperança e na alma do sertanejo.


http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/sertoes/sertoes3.htm

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Revolução Constitucionalista de 1932

Até 1930, o Brasil passou por um período conhecido como República Velha. A principal característica dessa fase política era a alternância de poder entre as elites paulistas e mineiras, o que criou a chamada “política café com leite”, em alusão aos dois principais produtos destes estados. Assim, a cada quatro anos, ou um paulista ou um mineiro tornava-se presidente da República.

No final da década de 1920, essas forças políticas se tornaram débeis por causa de fatos como as greves operárias da década e o movimento tenentista (dissidência de oficiais do exército). Com a crise na Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, essa elite que dependia economicamente das exportações se enfraqueceu ainda mais.

Na época, havia eleições “diretas” para presidência. Esses votos, no entanto, não eram universais. Além das mulheres não poderem votar, as eleições eram amplamente fraudadas, com a utilização do chamado “voto de cabresto” (quando os líderes políticos vigiavam os votos dos seus eleitores, que não eram secretos). Disputaram o pleito o paulista Júlio Prestes e o gaúcho Getúlio Vargas.

Prestes “ganhou”, mas não levou. Antes da saída do então presidente Washington Luiz do poder, houve o assassinato do candidato a vice-presidência na chapa de Getúlio, João Pessoa, provavelmente fruto de um crime passional. A morte foi o estopim para a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas tomou o poder.

O governo provisório de Getúlio prometeu uma nova constituição, mas nada ocorreu no primeiro ano. Enquanto isso, principalmente em São Paulo, a resistência ao governo continuou. O movimento se ampliou depois que quatro manifestantes foram mortos por policiais durante um protesto pró-constituição no dia 23 de maio. Mário Martins de Almeida, de 31 anos; Euclydes Bueno Miragaia, de 21; Dráusio Marcondes de Souza, 14 anos, e Antônio Américo de Camargo Andrade, de 30, acabaram tornando-se símbolos do movimento. As iniciais dos seus nomes mais usados formaram a sigla M.M.D.C. (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) e batizou a campanha.

No dia 9 de julho, o ex-candidato Júlio Prestes, com apoio do interventor de São Paulo Pedro de Toledo, deu o estopim para a revolução. O Estado se mobilizou, milhares de pessoas tornaram-se voluntárias, moradores chegaram a doar jóias e ouro pela causa e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) determinou que várias indústrias produzissem material bélico. No final, São Paulo tinha 40 mil soldados, divididos em três frentes principais de combate: as fronteiras com o sul de Minas Gerais e o norte do Paraná e o Vale do Paraíba.
A desigualdade entre as tropas constitucionalistas e as getulistas era grande. Além de um arsenal menor, o número de soldados paulistas era pequeno em relação aos adversários. O governo federal fez uma campanha contra o movimento difundindo a idéia de que São Paulo queria se separar do Brasil, o que ajudou a angariar voluntários.

A intenção dos paulistas era receber apoio de setores insatisfeitos de outros Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Esses movimentos, no entanto, foram rapidamente inibidos. Em 3 de outubro, as tropas se renderam, após serem negociadas a anistia para os soldados e o exílio para as lideranças.

Com mais de 600 mortos, principalmente paulistas, a revolução acabou, mas teve como fruto uma nova constituição, promulgada em 1934.


http://pessoas.hsw.uol.com.br/nove-julho1.htm

terça-feira, 22 de junho de 2010

Solidão na noite (Walder Maia do Carmo)

Na mente atribulação,
Filosofia, Religião.
Na visão,enorme distância,
entre Deus e a Razão;
se perdendo na vereda do provável.
Singular maneira de atentar,
contra a existência.
Solidão na noite...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Seu Apocalipse (Walder Maia do Carmo)

Aquele homem estava ali,e não existia.
No espelho só espectro de uma vida,
naquele espaço sem brilho.
Contista de existência débil,
aquele homem,exauria,
enfático no seu apacalipse...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Restaurando a Terra (Walder Maia do Carmo)

Na confiança,reside o amor,a liberdade,
a paz!
Um homem novo,superando a ganância.
Um homem acolá de condicionar conceitos...
Não pseudo, o homem e sua fé.
O supra-homem, restaurando a Terra.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O prisioneiro da Utopia (Walder Maia do Carmo)

O tudo é o prisioneiro da utopia,
no horizonte imerso no imenso da busca.
Caminha lento,se torna lenta,
no indubitável tempo.
Reminiscência intrépida,
padece na insatisfação...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ao mal o dia do mal (Walder Maia do Carmo)

Não me deixe confundido,
para que a paz,
se quando a honestidade e a sinceridade
acabam,aquilo que tinha importância
se torna prática vazia.
Olhe para mim, periférico, por ai...
A cobiça prenderá sua alma na prisão da formosura.
A sepultura a consumirá, por não ter mais onde ir.
Uma nova terra se construirá,na face dessa gente,
na doçura dos lábios.
Na sua fala o palrar.
Melhor longânime do que valente.
Ao mal o dia do mal.

sábado, 22 de maio de 2010

Escritora chilena Isabel Allende confirma participação na Flip

22/05/2010 - 11h16

da Reportagem Loca

A escritora chilena Isabel Allende confirmou presença na 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 4 e 8 de agosto.

Com 18 livros publicados e traduzida em mais de 30 idiomas, Allende participará de conversa com o jornalista Humberto Werneck, na qual apresentará seu novo livro, "A Ilha sob o Mar", que tem lançamento pela editora Bertrand Brasil.

Confirmados

Além de Allende, confirmaram presença na Flip o irlandês Colum McCann, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi, a cubana Wendy Guerra, os ingleses Terry Eagleton, William Boyd e Peter Burke e os americanos Robert Crumb, Lou Reed, Benjamin Moser, Robert Darnton, Lionel Shriver, William Kennedy e Gilbert Shelton.

Entre os brasileiros, devem comparecer ao evento Hermano Vianna, Maria Lúcia Burke, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Bracher, Carola Saavedra, Ronaldo Correia de Brito, Patricia Melo, Alberto da Costa e Silva, Angela Alonso e Reinaldo Moraes.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u739140.shtml

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Onde foi perdido o Amor (Walder Maia do Carmo )

Ainda que haja um único homem
na treva atômica,
esquecido,padecendo de se relacionar;
existirá, mais clara, aquela vida que não
perecerá no seu refúgio déspota...
Ainda que haja treva atômica,
o límbico do homem não será derradeiro...
Haverá esperança, essa esperança
que terminará no expirar do planeta...
Onde foi perdido o Amor.

Falha no organismo protege contra HIV

Mutação que torna algumas pessoas mais sujeitas a doenças como o diabetes ajuda sistema imune a caçar vírus da Aids

Novo estudo mostra como o mecanismo funciona e pode abrir nova frente na tentativa de criar vacina; artigo tem elogio de Nobel

DA REDAÇÃO

Uma mutação genética que pode causar doenças autoimunes como o diabetes tipo 1 confere a seus portadores inusitada vantagem: seus organismos passam a combater o HIV.
Cientistas acabam de revelar o mecanismo por trás desse fenômeno, abrindo um nova frente na tentativa de criar uma vacina contra a Aids.
A descoberta, descrita em estudo na revista "Nature", é fruto de um trabalho conduzido por cientistas da Universidade Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
O grupo descreve como usou uma ampla estratégia, que incluiu simulação do sistema imunológico por computador e testes genéticos em pacientes, para obter seus resultados.
A mutação estudada pelos cientistas é identificada pela sigla HLA B57. Ela faz com que os linfócitos, células de defesa do sangue, atuem de forma mais abrangente. Eles são capazes de capturar vírus que sofreram mudanças e poderiam passar despercebidos pelo sistema imune.
A vantagem da mutação por si só já era conhecida. Mas, sem saber seu mecanismo de ação, os cientistas não tinham como tentar fazer uma vacina que imitasse essa estratégia. No novo estudo, porém, pesquisadores mostram como a HLA B57 induz a produção de linfócitos que reconhecem e atacam até mesmo o HIV "disfarçado".
O truque para o linfócito com a mutação reconhecer o HIV é que, em vez de fazer a busca usando um conjunto grande de características do vírus, ele o identifica usando só um pequeno pedaço das proteínas que o recobrem -um peptídeo.
Ao simplificar o processo, o sistema imune corre o risco de atacar células do próprio organismo, causando doenças. Mas, em compensação, ele não deixa de atacar o HIV porque o vírus mudou só um pedaço de sua enorme casca de proteínas.
Normalmente, linfócitos que agem como policiais "paranoicos" -enxergando o rosto do suspeito em toda molécula que encontra- são destruídos pelo organismo. Nos pacientes com a HLA B57, porém, eles são livres para agir, porque não saem à caça dos vírus carregando uma lista grande de características, evitando um pouco o excesso de ataques a "inocentes".

Prova de fogo
Para saber se a teoria estava correta, cientistas fizeram testes de DNA em pacientes portadores de genes com características similares ao HLA B57.
Neste grupo, aqueles que haviam contraído o HIV de fato dificilmente desenvolviam a doença. Quase 2.000 pessoas foram avaliadas no trabalho.
Segundo Bruce Walker, um dos líderes do estudo, a descoberta levou tempo porque necessitou que um grande conhecimento sobre a estratégia de ação do vírus se acumulasse.
"O HIV está se revelando aos poucos", disse, em comunicado à imprensa. "Isso é mais um ponto a favor da luta contra o vírus, mas ainda temos um longo caminho pela frente."
O trabalho dos cientistas recebeu um elogio público de David Baltimore, Prêmio Nobel de Medicina de 1975, que hoje estuda HIV e imunologia.
"Esse é um estudo notável porque parte de uma observação clínica, integra-a a observações experimentais, gera um modelo [hipótese] validável e deriva deste um profundo entendimento sobre o o comportamento do sistema imune humano", escreveu o cientista.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0605201001.htm

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Escolha da Águia (Autor Desconhecido )

Mensagem para Reflexão

A Águia é a ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos.
De maior envergadura de asas pois abertas podem chagar a 86cm de comprimento; sua visão é de trezentos graus, quase o dobro do humano.
Com uma membrana nictante é o único ser que pode olhar direto para o Sol; na forte tempestade não se esconde nem tenta inutilmente enfrenta-la, mas voa acima dela; fiel a uma única companheira ,nunca em bandos mas sempre sozinha e altaneira, caçadora, guerreira e corajosa, imponente, bela e preciosa no voar e no ataque.
Mas vamos ao mais fascinante:
Aos 40 anos suas unhas estão compridas e flexíveis e não conseguem mais segurar suas presas, seu bico se encurva e não morde mais com força, suas asas pesadas e envelhecidas dificultam o seu vôo.
Só há dois caminhos:
Deixar-se morrer ou renovar-se num doloroso e longo processo de 5 meses.
Ela voa para o ninho num paredão no alto da montanha, fica protegida, mas só poderá sair se novamente for capaz de voar.
Lá suporta corajosamente a dor.
Ela bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, espera nascer um novo bico e com ele novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas, novamente espera que nasçam novas unhas e com elas arranca as velhas penas.
Após 5 meses com novas asas, se lançará no vôo da Vitória e Renovação e viverá mais 30 anos.
Aos 40 anos renascerá para mais 30 anos, totalizando 70 anos.
Muitas pessoas vivem em constantes brigas e lamentos, vidas de ressentimentos e medo, sem coragem e força para o ritual da renovação do renascimento.
Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas da agressividade, retire as penas do medo que te impedem de voar; a decisão é só tua!!!
Vai viver como Urubu que se alimenta do podre do passado, do que está morto, ou vai voar livre acima da tempestade, recebendo a luz do sol como a Águia!!!
Decida pela vida.
Voe...

O LOBO DA ESTEPE ( Herman Hesse)

O Lobo da Estepe é a história de um intelectual cinqüentão vivendo em plena desvairada década de 1920 que, após abandonar a regrada vida burguesa, se entrega à dissipação da vida boêmia dos bares, dos salões de dança onde aprende o jazz, e das elegantes cortesãs.

O erudito Harry Haller vive o tempo toda a tensão entre a vida sublime de seus grandes poetas e músicos - Goethe e Mozart, mormente, com os quais inclusive tem encontros imaginários – a vida da alta cultura, do espírito, dos Imortais, e a vida das profundezas da superficialidade, do sensual, da carne, a que é conduzido por Hermínia, mulher da noite que conhece em um bar e alter ego de um amigo de infância que muito o impressionou. Vive, portanto, atraído por dois pólos magnéticos opostos, um representado pela vida noturna, pelo álcool, pelos cigarros, pelo jazz, pelas meretrizes e pelo despertar ao meio dia; o outro pela vida ascética, diurna, tranqüila, de jardins bem cuidados da família burguesa vizinha que admira logo no primeiro capítulo como alguém que sente nostalgia por um paraíso perdido.

Mas, em verdade, sabe que viver burguesamente é viver na mesma terra mediana em que vive. O burguês vive dividido entre a atração da vida do santo e a vida do libertino, do espírito e da carne, não conseguindo superar a medianidade e entregar-se completamente a um dos dois pólos radicais. O Lobo da Estepe, conforme explicado no "Tratado do Lobo da Estepe", pertence à burguesia, não consegue superá-la, daí seu misto de apreço e desprezo pela vida burguesa. Harry entrega-se à dissipação querendo superar a mediocridade burguesa, quer uma transcendência, ainda que pelos "martírio da carne", mas não tem força bastante para esta libertação, daí a sua atração pela vida burguesa quando sente-se aprofundar demais na vida do libertino.

Porém, para além da dupla personalidade, Haller descobre ter mil almas, que além dos dois pólos pelos quais se sente atraído, uma infinidade de pulsões interiores e exteriores atua sobre o seu ser, engendrando múltiplas personalidades, mal contidas pela frágil unidade de seu ego. Mas Haller admite no delírio final do romance a coordenação das mil almas, mil personalidades em torno de um eixo central que dá unidade à pluralidade de personas...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Nova ferramenta do Google aponta Brasil como líder no pedido de censura de conteúdo

Da Redação

20/04/2010

*Atualizado às 17h20

O Brasil lidera o ranking de solicitações para censura em produtos e serviços oferecidos pelo Google, de acordo com dados divulgados pela empresa nesta terça (20). O país emitiu, no período de julho a dezembro de 2009, 3.663 pedidos de envio de dados de usuários e outros 291 para remoção de conteúdo. Entretanto, dados da China – conhecida por censurar conteúdo – não foram informados pois não podem ser divulgados pela empresa.

As informações têm como base uma ferramenta do próprio Google, lançada nesta terça, que informa quais foram os pedidos feitos por governos estrangeiros para obtenção de dados de usuários ou remoção de conteúdo dos serviços e produtos da empresa. O lançamento do Government Requests Tool ocorre logo após a polêmica do fim da censura a buscas no serviço chinês e o pedido para que as configurações de privacidade fossem reforçadas, feito em carta aberta assinada por dez países na última segunda-feira.

O UOL Tecnologia entrou em contato com o Google Brasil, para saber por que o país aparece na liderança desse ranking. Por meio da assessoria de imprensa, a subsidiária afirmou ainda não ter um porta-voz que possa dar um posicionamento sobre o assunto.

Segundo a empresa, os números retratados no mapa referem-se a informações que envolvem difamação, crimes de ódio e falsidade ideológica. A pornografia infantil não está retratada nessa ferramenta, de acordo com a companhia, porque o Google remove esse conteúdo imediatamente, assim que identificado, sem a necessidade de notificação.

Cerca de 82% das solicitações brasileiras estavam de acordo total ou parcialmente com a política do Google para esses casos. O Google mostra ainda para quais serviços da empresa foram feitas as solicitações: o Orkut está na frente de todos eles, com 119 pedidos diretos e outros 99 a partir de ordens judiciais. Em seguida está o YouTube (1 pedido direto e 32 por ordens judiciais) e o Blogger, com 21 pedidos via ordens judiciais.

Censura crescente na web

Ao mesmo tempo que lança a ferramenta, o Google faz um alerta sobre o crescimento da censura na web nos últimos tempos. No comunicado oficial, a empresa ressalta que mesmo diante da garantia de liberdade de expressão, existente no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e que se aplica também à internet, “a censura na web por governos cresce rapidamente: do bloqueio imediato e filtragem de sites a ordens judiciais que limitam o acesso à informação, além da legislação que obriga as empresas a praticar auto-censura de conteúdo”.

Ainda assim, o Google faz uma ressalva, na página de perguntas e respostas do Government Requests Tool, de que os números apresentados não são 100% completos e precisos. Não foram incluídas estatísticas de países com menos de 30 notificações ou de pedidos feitos via formulário web nos serviços da empresa.


http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/04/20/google-lanca-ferramenta-divulgar-pedidos-de-censura-de-governos.jhtm

domingo, 18 de abril de 2010

Em homenagem a Monteiro Lobato, domingo (18) é Dia Nacional do Livro Infantil

Você sabia que os livros infantis têm um dia dedicado só para eles, aqui no Brasil? Isso mesmo, além de divertir, ensinar e fazer as crianças usarem a imaginação, ele tem uma data especial: o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril.

Esse dia foi escolhido por ser o aniversário de Monteiro Lobato, considerado por muitos como o maior escritor infantil brasileiro. Foi ele quem inventou as histórias do “Sítio do Picapau Amarelo” e de personagens inesquecíveis como Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Cuca e muitos outros.

Essas histórias foram criadas há muito tempo, mas são adoradas pelas crianças até hoje. O primeiro livro com uma aventura no sítio, por exemplo, já tem 90 anos! Tanto sucesso fez as narrativas irem parar na televisão, em diferentes séries. A primeira começou a ser transmitida há quase 60 anos e a última versão terminou há menos de três anos.

Monteiro Lobato escreveu 26 livros infantis durante toda sua carreira e, se ainda estivesse vivo, completaria 128 anos em 2010.

Por toda a importância que o escritor teve, além da homenagem no Dia Nacional do Livro Infantil, Monteiro Lobato virou nome de uma cidade onde ele morou, no interior de São Paulo. Em Taubaté, a casa em que ele nasceu foi transformada no Museu Monteiro Lobato. Sabe onde fica? Dentro do Sítio do Picapau Amarelo, na avenida Monteiro Lobato.


http://criancas.uol.com.br/novidades/2010/04/16/dia-nacional-do-livro-infantil.jhtm

sábado, 17 de abril de 2010

Cinesesc oferece sessões de cinema para deficientes visuais e auditivos

15/04/2010 - 10h35

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

colaboração para o Guia da Folha

O Festival Sesc Melhores Filmes 2010 é um evento tradicional na capital paulista, mas esta é a primeira vez que os organizadores introduzem uma tecnologia que possibilita aos deficientes visuais e auditivos participarem das sessões de cinema no Cinesesc (centro de São Paulo).

As pessoas com dificuldade para ver ganham um fone de ouvido antes do início da exibição. É através desse aparelho que elas escutam a descrição das imagens e diálogos que estão passando na tela de projeção. Os que não conseguem ouvir têm à disposição o sistema "open caption" --mais conhecido--, que possibilita acompanhar o filme.

Aos adolescentes, recomenda-se ligar antes para o Cinesesc e verificar a classificação etária.

Saiba a programação desta quinta-feira (15) até domingo (18):

Dia 15
14h - "Milk - A Voz da Igualdade"
17h - "Apenas o Fim"
19h - "Polícia Adjetivo"
21h30 - "A Festa da Menina Morta"

Dia 16
14h - "Se Nada Mais Der Certo"
17h - "Gran Torino"
19h - "A Partida"
21h30 - "Divã"

Dia 17
14h - "A Era do Gelo 3"
17h - "É Proibido Fumar"
19h - "Anticristo"
21h30 - "Bastardos Inglórios"

Dia 18
14h - "Up - Altas Aventuras"
17h - "500 Dias com Ela"
19h - "Milk - A Voz da Igualdade"
21h30 - "Loki - Arnaldo Baptista"


http://guia.uol.com.br/cinema/ult10044u720861.shtml

O ateu e o judeu (Walder Maia do Carmo)

Estava a passar por ali um ateu quando,precisou comprar alguma coisa,
e foi até a loja de um judeu que,negociava a verdade.
_Que procuras, perguntou o judeu?
_Procuro a verdade, respondeu o ateu,a muito gostaria de encontra-la.
Minha jornada anda insatisfeita.
_Mas, para conhecer a verdade é necessário,buscar ,também a origem.
_Que origem, já sei quem sou e de onde venho.Argumentou o ateu.
_O judeu ponderou e falou ao ateu: Se sabes tua origem, então já conhece
a verdade, que vem de um Poder Superior,imparcial e benevolente.É possível
que tua dúvida possa está na ausência de fé.
_Mas tenho fé,disse o ateu,acredito que hoje o meu dia vai ser bom,que tudo
vai da certo.
_Mas, não falo desta fé,disse o judeu,esta é uma fé natural,do instinto de conservação.
_Então de que fé fala,perguntou o ateu?
_Falo de uma fé sobrenatural que, acontece na esperança,no amor,na caridade.
_Parece difícl esta tal fé,disse o ateu,deve exigir renuncias.Está me parecendo a de Moisés.
_O judeu,polidamente,acrescentou: Sim desta fé que falo.A prática dela nos conduz
a um inventário moral de nós mesmo.Exige renuncia e por isso o homem,buscando
poder e riquesa vai se distanciando dela...
_Mas, isso é antagônico vindo de você, que concentra riquezas no mundo,que
alimenta o Capitalismo pai das diferenças sociais.
_O judeu considerou todas articulações do ateu e disse: Conheço essa fé desde Moisés,
mas ainda remanesce o descompromisso daquela Aliança.
_ O ateu se foi...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Súbita mão de algum fantasma oculto

Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.

Mas um terror antigo,que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.

E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão noturna que me guia.

Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.

Fernando Pessoa

Pâncreas artificial ajuda 11 pacientes com diabetes a regular açúcar

JULIE STEENHUYSEN
da Reuters, em Chicago

15/04/2010 - 10h07

O teste de um "pâncreas artificial" que monitora o nível de açúcar no sangue e administra insulina e um hormônio regulador chamado glucagon ajudou pacientes com diabetes a terem níveis quase normais de açúcar no sangue durante mais de 24 horas, disseram pesquisadores dos EUA nesta quarta-feira (14).

O sistema, constituído por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop, é feito para melhor imitar o mecanismo natural do organismo para controlar o excesso ou falta de açúcar no sangue.

Em testes anteriores de sistemas equivalentes ao pâncreas, mas que administravam apenas insulina, alguns pacientes ficaram com uma grave hipoglicemia (baixo grau de açúcar no sangue).

O acréscimo de pequenas doses de glucagon, um hormônio liberado pelo pâncreas para aumentar o nível de açúcar no sangue, ajudou a superar isso, segundo o estudo publicado na revista "Science Translational Medicine".

Após alguns ajustes para um programa sofisticado de computador que faz o papel do cérebro no sistema, todos os 11 adultos envolvidos no estudo tinham um bom controle de açúcar no sangue, sem hipoglicemia, mesmo depois de consumirem três refeições ricas em carboidratos.

Primeiro

"Este é o primeiro dispositivo de pâncreas artificial que usa tanto a insulina quanto o glucagon", disse Steven Russell, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, um dos chefes do estudo.

Existe atualmente uma espécie de corrida pelo desenvolvimento do primeiro pâncreas artificial funcional, o que seria útil para vítimas do diabete tipo 1, doença autoimune em que o organismo destrói sua própria capacidade de produzir insulina e sintetizar o açúcar.

Há sistemas que monitoram constantemente a glicose e injetam insulina automaticamente, mas o risco de hipoglicemia permanece, pois, em pessoas com diabete tipo 1, o glucagon não funciona direito.

O novo sistema foi desenvolvimento no laboratório de Edward Damiano, engenheiro biomédico da Universidade de Boston, e pai de um menino que tem diabete tipo 1.

Em fevereiro, pesquisadores britânicos testaram um sistema semelhante em 17 crianças e concluíram que ele mantinha seus níveis de açúcar próximos a níveis normais em 60% do tempo.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u721174.shtml
"Quando esgotada a capacidade de lidar com o amor.
Talvez é chegado o momento de reflexão.Porque estamos
habituados à espera vinda de fora...
Como habitualmente fazemos escolhas erradas,nossa
capacidade de escolher o certo fica diminuida."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Poemas do Cancioneiro (Fernando Pessoa)

Apaisagem longínqua só existe
Para haver nela um silêncio em descida
P'ra o mistério, silêncio a que a hora assiste...

E, perto ou longe,grande lago mudo,
O mundo, o informe mundo onde há vida...
E Deus, a Grande Ogiva ao fim de tudo...

Há no firmamento
Um frio lunar.
Um vento nevoento
Vem de ver o mar.

Quase maresia
A hora interroga,
E uma angústia fria
Indistinta voga.

Não sei o que faça,
Não sei o que penso,
O frio não passa
E o tédio é imenso.

Não tenho sentido,
Alma ou intenção...
'Stou no meu olvido...
Dorme, coração...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

"O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado honra-o."
Haiti, onde estão eles...

Gorduras trans aumentam risco de ter endometriose

São Paulo, sexta-feira, 02 de abril de 2010


Estudo também mostrou que dieta rica em ômega-3 ajuda a prevenir o problema

De 10% a 15% da população feminina em idade fértil tem a doença; pesquisa é a primeira a mostrar ligação clara com hábito alimentar

MARIANA VERSOLATO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O tipo de gordura que as mulheres ingerem pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de endometriose (problema que acontece quando o endométrio, o tecido que reveste o útero, passa a crescer em outras áreas do corpo). Estima-se que de 10% a 15% da população feminina em idade fértil tenha a doença.
A pesquisa, feita na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada no periódico "Human Reproduction", é a primeira a mostrar uma relação clara entre hábitos alimentares e risco de endometriose e a maior já feita sobre o assunto, de acordo com os especialistas ouvidos pela Folha.
Depois de avaliar a dieta de mais de 70 mil mulheres norte-americanas nos últimos 12 anos, os pesquisadores concluíram que aquelas que ingeriram maiores quantidades de alimentos ricos em ômega-3 tinham 22% menos chance de desenvolver endometriose, enquanto que as mulheres com dietas ricas em gordura trans tinham 48% mais risco.
A explicação, segundo Maurício Abrão, presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia e responsável pelo setor de endometriose do Hospital das Clínicas da USP, é que o risco de ter a doença cresce devido a uma resposta inflamatória do organismo à gordura trans.
"Já havia outros estudos que suspeitavam da relação entre alimentação e endometriose, mas nenhum com uma amostragem tão grande", afirma o ginecologista.

Hábitos saudáveis
Carlos Alberto Petta, professor de ginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose, afirma que a pesquisa se soma a outros estudos que já haviam relacionado a doença ao estresse, à ansiedade e à depressão.
"É um trabalho muito importante, porque pouco se sabe a respeito da prevenção da endometriose. Agora, sabemos que, como acontece no caso de várias outras doenças, a endometriose pode ser prevenida ou diminuída se a pessoa adotar hábitos de vida saudáveis ", afirma Petta.
O ginecologista diz que dietas saudáveis devem ser orientadas não apenas para pacientes com endometriose mas também a mulheres com parentes de primeiro grau que tenham a doença. Irmãs, filhas e primas das portadoras têm dez vezes mais risco de ter o problema, segundo Petta, e esse tipo de prevenção pode ajudar a não desenvolvê-lo.
De acordo com os especialistas, é comum que somente as mulheres com muitos sintomas de endometriose acabem sendo diagnosticadas. "Muitas outras ainda têm a doença, mas suportam os sintomas e não buscam ajuda. O ideal é que procurem orientação médica e não achem que é normal sofrer de cólicas fortes e de infertilidade", diz Petta.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0204201001.htm

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Historiadores buscam verdade sobre prostituição nos templos da antiguidade

29/03/2010

“Prostitutas sagradas” em Jerusalém, sexo no templo a serviço de Afrodite? Muitos autores antigos descrevem a prostituição sagrada em termos drásticos. Seriam essas histórias apenas lendas? Os historiadores estão à procura da verdade por trás dos relatos.


O “costume mais horrendo” na Babilônia, escreveu o historiador Heródoto (que acredita-se que tenha vivido entre aproximadamente 490 a 425 a.C.), era a prática disseminada da prostituição no Templo de Ishtar. Uma vez durante suas vidas, todas as mulheres do país eram obrigadas a sentar-se no templo e “entregar-se a um estranho” por dinheiro.

As mulheres “ricas e esnobes”, criticou o historiador da Grécia antiga, chegavam em “carruagens cobertas”.

Os persas no Mar Negro aparentemente estavam envolvidos em atividades igualmente nefastas. Segundo o geógrafo grego Strabo, “as filhas virgens”, que mal tinham 12 anos, eram dedicadas ao culto da prostituição. “Elas tratam seus amantes com tamanha cordialidade que até mesmo os entretêm.”

Há muitos relatos semelhantes na antiguidade clássica. Acredita-se que tribos da Sicília até Tebas supostamente praticavam hábitos religiosos perversos.

Os judeus também estiveram envolvidos nessas práticas. Há cerca de uma dúzia de passagens no Velho Testamento envolvendo os “qadeshes”, uma palavra para os praticantes da prostituição sagrada, tanto do sexo masculino quanto feminino. No Deuteronômio, os prostitutos e prostitutas são proibidos de levar “à Casa do Senhor” o pagamento que receberam.

Os pesquisadores do século 20 adotaram de modo resoluto as referências, que frequentemente são misteriosas. Logo foi considerado um fato que os sacerdotes do Mundo Oriental praticavam a defloração forçada. Foi dito que havia “prostituição por donativos” e “copulação sexual no local de culto”.


Segundo a “Encyclopedia of Theology and the Church”, a prostituição sagrada era “uma mancha de praga moral e higiênica no corpo do povo”. Mas será verdade? Mais e mais acadêmicos agora estão questionando as fábulas eróticas dos antigos.

As histórias eróticas foram exageradas?
Tábuas cuneiformes recém-descobertas pintam uma imagem mais neutra e está ficando cada vez mais claro que os acadêmicos de décadas passadas exageraram o assunto. Por exemplo, não há nenhuma evidência comprovando que existiu o ritual de defloramento forçado.

Algumas pesquisadoras do sexo feminino adotam uma posição ainda mais radical. Elas contestam totalmente a prostituição sagrada, chamando a coisa toda de mentira.

Segundo um novo livro sobre o assunto, tudo começou quando alguns poucos escritores gregos elaboraram hábitos sujos e difamatórios sobre os povos estrangeiros, como evidência de sua inferioridade moral. Nos tempos modernos, escreve a autora, essa imundície se desenvolveu em um “mito de pesquisa”.

Julia Assante, uma acadêmica americana especializada no Oriente antigo e líder do movimento, está convencida de que as prostitutas sagradas são produto da “fantasia masculina”.

Mas, para acadêmicos moderados, esta interpretação vai longe demais. Apesar de também questionarem algumas opiniões acadêmicas exageradas do passado, eles insistem que o fenômeno existiu. Eles acreditam que existiram:

-Templos que operavam bordéis ao lado;
-Templos nos quais garotas ocupavam as mais altas posições do sacerdócio, mesmo antes de sua primeira menstruação;
-Prostitutas profissionais que doavam seu dinheiro aos templos, como o dedicado à deusa Afrodite.

Um debate amargo está se desenrolando, com assiriólogos de inclinação feminista brigando com professores da velha guarda. Enquanto os primeiros condenam consistentemente as teorias de prostituição sagrada como apenas mentiras, os últimos, citando a gramática sumeriana, defendem seu suposto “ponto de vista patriarcal”.

Prostituição de rua nos tempos antigos
Há, entretanto, um acordo em relação à prostituição comum de rua nos tempos antigos. Usando maquiagem espalhafatosa e xales amarelos, as prostitutas de Atenas anunciavam seus encantos aos pés da Acrópole. “Garotas de flauta” especiais ofereciam tocar o aulos para seus clientes antes de prestar seu serviço.

As prostitutas de rua de Roma cobravam quatro ases (o equivalente a cerca de10 euros ou US$ 14). Messalina, uma famosa cortesã, se tornou imperatriz quando se casou com o imperador Cláudio.

A terra das pirâmides também oferecia prazeres pecaminosos. Suas prostitutas esfregavam bálsamo nos corpos de seus clientes. “Seu falo está nas mulheres Chenemet”, diz o texto de um papiro antigo. “Um homem pode copular melhor que um burro. É apenas sua bolsa que o impede.”

A Mesopotâmia era particularmente conhecida por sua falta de valores morais. Uma prostituta chamada Shamhat (“A Voluptuosa”), que aparece no épico “Gilgamesh”, seduziu o selvagem Enkidu: “Ela desnudou seus seios, expôs seu sexo e ele se deleitou em sua voluptuosidade”.

Havia poucas objeções à profissão no Vale do Eufrates. Uma tábua de argila conta a história de uma mulher jovem que recebe seus clientes na casa de seus pais. Ela era paga com a carne de um leitão.

A Prostituta da Babilônia
Mas o que acontecia nos locais sagrados? O que acontecia por trás dos muros do Templo de Ishtar? Isso é fonte de disputa entre os acadêmicos.

O Oriente dedicou prédios enormes à sua deusa do sexo e amor. Hinos a louvavam como “Senhora das mulheres” com “encantos sedutores”. “Nos lábios ela é doce; a vida está em sua boca” – Prostituta da Babilônia.

O culto de Ishtar logo se espalhou para o norte, primeiro para Chipre, onde colonos gregos entraram em contato com a deusa e a rebatizaram de Afrodite. Segundo o mito grego, a bela Afrodite se ergueu de uma mancha de sangue no mar, onde a água estava tingida de vermelho e cheia de esperma. Foi o ponto onde Cronos, o senhor dos Titãs, atirou a genitália cortada de seu pai no mar.

A deusa, “nascida da espuma do mar”, nunca foi inocente, mas cheia de desejo e de uma orgia dos sentidos. Em Uruk, um festival orgiástico semelhante ao Carnaval era celebrado em sua homenagem há 5 mil anos. Listas antigas mostram que dançarinas e atrizes trabalhavam no Templo de Ishtar.

Sem sinais de atos sexuais no altar
Todavia, não há sinais de que atos sexuais e rituais de fertilidade ocorriam diretamente no altar, como os acadêmicos antes alegavam. “Não há nenhuma evidência dessas práticas mágicas”, explica Gernot Wilhelm, um orientalista da Universidade Julis Maximilian, em Würzburg, Alemanha.

Heródoto inventou sua história de sexo forçado entre as mulheres da Babilônia?

Pesquisadores de gênero acham que sim.

Todavia, provavelmente há mais por trás da história do que parece. O templo da deusa do sexo também incluía um grupo especial de culto, as “harimtu”, ou “prostitutas”.

Algum tempo atrás, Wilhelm descobriu um documento legal fascinante. Ele tem cerca de 3.300 anos e reconta como um homem entregou sua própria filha ao Templo de Ishtar, para servir como harimtu. Segundo o documento, o homem queria um empréstimo dos sacerdotes e estava oferecendo sua filha como garantia.

Mas o que exatamente a filha penhorada fez para seus novos empregadores? Wilhelm especula que a jovem trabalhava como prostituta, “mas fora do templo”.

Como evidência, o professor cita o “Livro de Baruc” no Velho Testamento. Ele descreve as prostitutas “à beira do caminho” entra as casas da Babilônia. Elas também estavam de alguma forma associadas à organização sagrada.

Uma disputa acadêmica
Os céticos não aceitam nada disso. Harimtu não significa prostituta, diz Julia Assante, a acadêmica de estudos de gênero. Ela alega que os assiriólogos simplesmente traduziram a palavra incorretamente há 150 anos.

Em vez disso, diz Assante, a palavra se refere a “mulher solteira”, que servia como representante do culto e não fazia parte de um lar masculino. Os adversários de Assante fazem careta diante de sua interpretação, acusando-a de transferir seu próprio status social à era pré-cristã.

Sua reinterpretação da palavra harimtu não faz sentido semântico, diz o historiador econômico Morris Silver. Ele insiste que as harimtu eram claramente “prostitutas profissionais com conexões cultistas”, que ofereciam um “serviço sexual” em prol do templo. Os sacerdotes atuavam como cafetões e coletavam parte dos lucros.

Esses bordéis sagrados provavelmente também existiam na Grécia, especificamente no Templo de Afrodite, em Corinto, como acreditam os acadêmicos. Ele ficava empoleirado em uma escarpa rochosa a 575 metros acima do nível do mar.

Profissionais do sexo, vestidos tênues, maquiagem chamativa
É incontestável que a cidade em si era um lugar ruidoso. Corinto era um centro de comércio marítimo, com centenas de navios ancorados em suas docas. Profissionais do sexo, usando vestidos tênues e maquiagem chamativa, ficavam espalhadas pelo cais oferecendo seus encantos.

Mas o templo da deusa do amor, no alto do penhasco, também parece ter sido um centro de atividade sexual. “O Templo de Afrodite era tão rico que possuía mais de mil escravos e cortesãs”, escreve Strabo.

Hordas de marinheiros e capitães do mar, “famintos por sexo”, escalavam até o templo no penhasco, diz o acadêmico britânico Nigel Spivey.

Tanja Scheer, uma professora de história antiga da Universidade de Oldenburg, no norte da Alemanha, agora propõe uma solução melhor: “Os relatos de um bordel sagrado em Corinto são todos baseados em uma ode de Pindar”, ela explica. Pindar escreve que um rico campeão olímpico dedicou o templo cem prostitutas em 464 a.C.

Mas, como Scheer aponta, é improvável que as prostitutas se deitassem diretamente no altar. Em vez disso, ela diz, o rico atleta provavelmente ofereceu assistência financeira ao templo, na forma de escravas. “A receita da venda de seus corpos poderia servir como fonte regular e constante de renda para o templo.”

A teoria de Scheer é apoiada pelo fato de que o estadista ateniense Sólon, que estabeleceu casas de prazer do governo em Atenas por volta de 590 a.C., cobrava impostos das prostitutas. A cidade usou a receita para construir um templo à deusa do amor.

Como revela um fragmento de uma velha comédia, garotas muito jovens aparentemente viviam no bordel. O texto descreve as “crias” de Afrodite em pé, nuas, em uma fila, e nota: “Delas, de forma constante e segura, é possível comprar prazer por uma pequena moeda”. Também é possível que as coisas fossem muito pior para as crianças prostitutas no mundo antigo. Alguns acadêmicos especulam que pode ter ocorrido muito sexo sagrado entre crianças.

Novamente, a trilha leva à Babilônia e sua torre em forma de pirâmide, com 91 metros, uma das maravilhas do mundo antigo. Segundo algumas fontes, havia um templo no topo da torre que continha uma cama, onde uma garota escolhida dormia à noite, preparada constantemente para um “casamento sagrado” –um ato sexual simbólico com o deus Marduk. Abuso de crianças no Nilo?

Distante dali, no principal templo em Tebas, na terra dos faraós, havia uma “consorte divina de Amon”.

Este sacerdócio era ocupado por “uma dama da maior beleza e da mais ilustre família”, escreve Strabo, “e ela se prostituía, coabitando com quaisquer homens que desejasse até que a limpeza natural de seu corpo ocorresse” (menstruação).

Há muitas pistas históricas que levam à especulação entre os acadêmicos, particularmente agora que um novo documento tem alimentado ainda mais o debate.

É um fragmento puído de um pergaminho egípcio, que também trata do assunto das jovens sacerdotisas.

Segundo o texto, as garotas eram autorizadas a trabalhar no templo até sua primeira menstruação. Depois disso, entretanto, “elas são afastadas de seus deveres”.

Tradução: George El Khouri Andolfato


http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2010/03/29/historiadores-buscam-verdade-sobre-prostituicao-nos-templos-da-antiguidade.jhtm

Quando a angústia (Walder Maia do Carmo)

Quando a angústia envolve a existência,como o nefasto,
recorro à oração.
Nela encontro conforto da certeza na inconsistente paz.
É nesse momento que existo na comunhão, criador e criatura.
É nesse momento que troca-se amor.
Essa atenuação consegue restabelecer o equilíbrio subtraido
da ausência...
A resignação resgata a resistência.

Até o Fim

ELE
Não encontrei o amor que , buscava em você.
Encontrei nele.
ELA
Também buscava o amor com significado.
ELE
Mais encontrei ternura,o lado mulher em plenitude.
ELA
Existe conflito?
ELE
Por entender esse amor,amo você.
ELA
Ainda insatisfeitos...Analista?
ELE
Vou terminar com o fim.
ELA
O fim?

Ele

Todos os moradores do mundo

Na confiança, a beleza da fé.
Na humildade, sua grandeza,
o nascer do amor no coração do entendimento.
A esperança alumia o caminho a seguir.
Deus trabalhando à vida no poder invisível que,
age nas oportunidades e nas escolhas...
Confia no Senhor
"Não sejas sábio a teus próprios olhos.
Tema ao Senhor e aparta-te do mal."
Walder

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Despertar da Primavera
Escrita pelo alemão Frank Wedekind, no século 19, a peça trata dos questionamentos de um grupo de jovens e aborda temas como abuso sexual, suicídio e homossexualismo. (Musical)
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos

Sérgio Cardoso Sala Sérgio Cardoso
R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3288-0136.
Ingresso: R$ 50 (qui.) e R$ 60 (sex. a dom.).
Quando Mais informação
sexta: 21h30.
quinta e sábado: 21h.
domingo: 18h.
Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer. 856 lugares.

"O Despertar da Primavera" reúne sexo, drogas e rock and roll

14/03/2010 - 14h15

MILENA EMILIÃO
do Guia da Folha

O musical "O Despertar da Primavera" está no teatro Sérgio Cardoso (região central de São Paulo), desde sexta-feira (12), após temporada de sucesso no Rio, onde atraiu 40 mil espectadores, principalmente adolescentes, e recebeu cinco indicações ao prêmio Shell.

A montagem é mais uma da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho (de "7 - O Musical" e "Avenida Q"). Escrita pelo alemão Frank Wedekind, no século 19, a peça trata dos questionamentos de um grupo de jovens e aborda temas como abuso sexual, suicídio e homossexualismo.

O elenco, formado por 19 atores com idades entre 16 e 25 anos, se expressa por meio de músicas modernas e transgressoras. Möeller confessa que o espetáculo é um sonho realizado. "Quando jovem, ia aos musicais e desejava trazer esse público para o teatro também", diz. "Hoje, vejo que 'Despertar' virou o hino dos adolescentes."

A saga de "Despertar"
Antes mesmo de chegar aos palcos, em 1891, "O Despertar da Primavera" --"Frühlings Erwachen", no original em alemão, escrito por Frank Wedekind-- foi proibido, acusado de incitar os jovens ao suicídio. A primeira montagem, com cortes, ocorreu em Berlim, em 1906. Em 1974, o texto estreou em Londres; sua versão musical surgiu na Broadway, em 2006.

Cariocas lotaram teatro
Nos seis meses em cartaz no Rio, "O Despertar da Primavera" conquistou fãs fiéis. Na sessão que o Guia acompanhou, em janeiro, jovens contavam as vezes que tinham ido ao musical (alguns assistiram a mais de dez performances). Durante o intervalo, os audaciosos sentavam-se no chão, mais perto dos atores, para entoar aos brados a última canção. A atriz Malu Rodrigues, 16, afirma que há identificação por causa da idade do elenco. "Somos tão novos quanto o público. É quase como se não estivesse interpretando, falamos de questões atuais ainda hoje."

Sem papas na língua
As músicas do espetáculo são a "expressão do pensamento dos personagens", segundo o diretor Charles Möeller. É por meio delas que os temas polêmicos são tratados. Confira exemplos:

>> Relações sexuais: "Venha me tocar onde eu gosto, eu te peço e eu quero mais e de novo e outra vez" ("Venha").

>> Incesto: "Na hora que eu vou dormir, minha mãe sorri. Será que ela não sabe? (...) Então você chega e boa noite, amor, e me abraça e me sussurra sob o cobertor: 'Somos só nós dois, nós e um segredo'" ("Um Escuro Sem Fim").

>> Opressão: "O que faz você arrepiar é que essa merda ainda vai cheirar. E você pergunta 'hey, que é que eu fiz?'. Você é um cão que os caras gostam de chutar" ("Se Fodeu!").


http://guia.uol.com.br/teatro/ult10053u705925.shtml

domingo, 14 de março de 2010

DEPOIS DO SOL - CECÍLIA MEIRELES

Fez-se noite com tal mistério,
Tão sem rumor, tão devagar,
Que o crepúsculo é como um luar
Iluminando um cemitério . . .

Tudo imóvel . . . Serenidades . . .
Que tristeza, nos sonhos meus!
E quanto choro e quanto adeus
Neste mar de infelicidades!

Oh! Paisagens minhas de antanho . . .
Velhas, velhas . . . Nem vivem mais . . .
— As nuvens passam desiguais,
Com sonolência de rebanho . . .

Seres e coisas vão-se embora . . .
E, na auréola triste do luar,
Anda a lua, tão devagar,
Que parece Nossa Senhora

Pelos silêncios a sonhar . . .
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