"Uma noite um velho contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.Ele disse:meu filho,a batalha é entre dois lobos dentro de ´todos nós.Um é mal.É a raiva,inveja,ciúme,cobiça,arrogância,orgulho.O outro e bom.É alegria,paz,esperança,humildade,benevolência, fé. O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:"Qual o lobo que vence?" O velho simplesmente respondeu,"O QUE VOCÊ ALIMENTA."
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Justiça Federal diz que Exame da OAB é inconstitucional
*Atualizada às 18h01
O desembargador Vladimir Souza Carvalho, do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) concedeu liminar determinando que a OAB inscreva bachareis em direito como advogados sem exigir aprovação no Exame Nacional da Ordem. Para o desembargador, a exigência de prova para pessoas com diploma de direito reconhecido pelo MEC é inconstitucional.
A decisão ocorreu em uma ação movida por Francisco Cleupon Maciel, integrante do MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito), contra a OAB do Ceará. O pedido havia sido negado em primeira instância e o autor entrou com agravo no TRF-5. É primeira decisão de segunda instância que reconhece a inconstitucionalidade do Exame.
De acordo com o desembargador Vladimir Souza Carvalho, relator do caso, o Exame de Ordem é inconstitucional, na medida em que a Carta Magna prevê que "é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Portanto, para o magistrado, não cabe à OAB “exigir do bacharel em ciências jurídicas e sociais, ou, do bacharel em direito, a aprovação em seu exame, para poder ser inscrito em seu quadro, e, evidentemente, poder exercer a profissão de advogado”.
Ainda segundo a decisão, da forma como está regulamentada a norma atualmente, conferindo poder de decisão à Ordem, faz com que as avaliações realizadas ao longo da graduação percam a validade. “Trata-se de um esforço inútil, pois cabe à OAB e somente a ela dizer quem é ou não advogado”, ressalta Carvalho.
Além disso, no entendimento do desembargador, a advocacia é a única profissão no país em que o estudante, já portando o diploma, necessita se submeter a um exame para poder exercê-la, “circunstância que, já de cara, bate no princípio da isonomia”, observa Carvalho, condição também prevista na legislação brasileira.
“De posse de um título, o bacharel em direito não pode exercer sua profissão. Não é mais estudante, nem estagiário, nem advogado. Ou melhor, pela ótica da OAB, não é nada”, aponta o magistrado.
“Usurpação do poder"
Para o relator da decisão, a avaliação realizada pelo Conselho da OAB, obrigatória, “não se apresenta como devida, por representar uma usurpação de poder, que só é inerente a instituição de ensino superior”. Carvalho alega que somente a Presidência da República pode regulamentar, privativamente, a lei – o que, portanto, não deve ser de responsabilidade do Conselho.
O relator ainda argumenta que o STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu a repercussão geral em um recurso extraordinário (RE 603.583-RS) que discute a constitucionalidade do Exame de Ordem para o ingresso no quadro de advogados da OAB. Segundo ele, “em breve, haverá uma solução definitiva para a questão”.
Conselho da OAB
A reportagem de Última Instância entrou em contato com a OAB e aguarda posicionamento sobre o caso.
http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/JUSTICA+FEDERAL+DIZ+QUE+EXAME+DA+OAB+E+INCONSTITUCIONAL_72391.shtml
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Várias empresas dispõem de vagas para deficientes
14-12-2010
Nos últimos dias, várias empresas abriram seleção para vagas de deficientes. Confira, a seguir, e clique nos títulos para ter acesso às matérias:
Votorantim Metais seleciona pessoas com deficiência
Mercedes-Benz recebe inscrições de pessoas com deficiência
Ultragaz recebe currículos de portadores de deficiência
Empresa busca pessoas com deficiência para área de TI em São Paulo
http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas101/141220105.htm
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Senado aprova projeto que garante ensino a deficientes em casa
14/12/2010 - 15h37
O Senado concluiu hoje (14) a votação de projeto de lei que garante educação em domicílio à deficientes que, por incapacidade física que impeça a locomoção, possam frequentar a escola regularmente. O projeto de lei foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação e agora vai à apreciação na Câmara dos Deputados.
O autor do projeto, Augusto Botelho (sem partido-RR), destacou que a legislação brasileira que trata da educação da pessoa com deficiência em escolas especiais e em instituições hospitalares onde o aluno esteja internado nada diz sobre o aluno com deficiência que não tenha condições de sair de casa para frequentar a escola.
“É certo que essa dificuldade é real e não pode servir de motivo para que a pessoa com deficiência deixe de ter garantido seu direito constitucional à educação”, acrescentou o parlamentar. Segundo ele, compete ao Poder Público prover todos os meios e recursos para que o estudante tenha seu desenvolvimento educacional garantido, inclusive em sua residência.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/14/senado-aprova-projeto-que-garante-ensino-a-deficientes-em-casa.jhtm
domingo, 12 de dezembro de 2010
Máquinas fazem paraplégicos andarem
Três empresas fazem exoesqueletos; uma delas, da Nova Zelândia, colocará seu produto no mercado por R$ 255 mil
FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES
Amanda Boxtel e Alysse Einbender têm pouca coisa comum. A primeira é uma professora de esqui australiana de 43 anos. A segunda, paisagista americana de 50 anos, é mãe de dois meninos.
Em comum, as duas dividem uma tragédia e um quase milagre. Ficaram paraplégicas durante anos, mas voltaram a andar recentemente, graças a aparelhos de duas empresas diferentes.
Amanda se beneficiou do eLegs, produzido na Califórnia e lançado em outubro, e Alysse usou o ReWalk, criado em Israel e presente numa clínica de reabilitação americana desde o ano passado. Ambos usam uma espécie de exoesqueleto ajustado ao corpo do cadeirante que, por meio de sensores, o faz andar com a ajuda de duas muletas.
"Consegui dobrar meus joelhos pela primeira vez após 18 anos", disse Boxtel. "Consegui transferir meu peso, dar mais um passo. E foi tão natural."
Não há data para a comercialização dos aparelhos, mas o ReWalk já é usado num hospital na Filadélfia, e o eLegs estará disponível para centros médicos em 2011.
Um terceiro foi apresentado em julho na Nova Zelândia, num evento que contou até com o primeiro-ministro. A empresa Rex Bionics promete colocá-lo a venda até o final do ano por R$ 255 mil.
Nos últimos dois anos e meio, oito pessoas com lesões na medula e uma com distrofia muscular já passaram por treinamento do Rex. Ao contrário dos dois primeiros aparelhos, o neozelandês é mais pesado, pouco maleável e possui um joystick no lugar de muletas.
"Acreditamos que o uso constante de muletas pode causar lesões nos ombros", diz o diretor de marketing da empresa, Thomas Mitchell.
Assim como o eLegs e o ReWalk, o Rex não pretende substituir totalmente o uso da cadeira de rodas e sim ser uma ferramenta extra para os cadeirantes. "Os usuários dizem que notaram uma mudança no relacionamento com as pessoas, inclusive com crianças, já que elas não ficam mais altas do que eles", diz Mitchell.
Dos três, o eLegs é o mais compacto e dá mais mobilidade ao usuário, que pode dobrar o joelho de forma mais natural e chegar a atingir até 3 km/h. Foi eleito, pela revista "Time", uma das 50 melhores invenções de 2010.
O aparelho funciona com ajuda de sensores que traduzem os gestos do cadeirante para determinar suas intenções e agir de acordo com elas, como uma espécie de software, carregado numa mochila nas costas.
Para usá-lo, é preciso ter entre 1,58 e 1,95 m de altura, pesar até 100 quilos e conseguir se transferir da cadeira de rodas para uma normal.
A tecnologia foi desenvolvida a partir de exoesqueletos hoje usados por soldados -um deles permite que os militares carreguem até 90 quilos por terrenos irregulares, por horas, sem lesões.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1212201001.htm
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Pela liberdade de crer
No Brasil, temos assistido à pessoas da religião dos Testemunhas de Jeová que com base em suas crenças impediram seus filhos de sofrerem a transfusão de sangue em hospitais, deixando-os morrerem indefesos. Muitas são, porém outros elementos contraproducentes integram várias crenças.
Filosoficamente falando, a liberdade tem de ser entendida de forma ampla, abrangente. Esta é, por exemplo, a melhor opção conforme ensina a doutrina da Democracia Pura, que esclarece: “A crença é livre e livre a sua crítica, porquanto a crítica nada mais é do que também outra ideia embora de outra natureza.” E se for impedida a crítica, está-se na verdade contrariando a própria liberdade de pensamento.
Na Declaração emitida pelos revolucionários franceses, inspirados pelos filósofos, a redação do artigo XI é mais racional quando diz que “todo cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente.” Afinal, a crítica é inexoravelmente um direito de falar e escrever livremente.
Por outro lado, na Declaração das Nações Unidas, o artigo XVIII (manifestação de crença) não pode se opor ao artigo XIX (transmissão das ideias). Este por sua vez garante o enunciado da crítica.
Em termos conclusivos, num regime de democracia pura, deve se atender aos princípios filosóficos de que a liberdade de crenças e de ideias é ampla em todos os aspectos na afirmação e na contra-afirmação.
Facebook e Google brigam por espaço
Posse da identidade dos usuários, chave para bilhões em publicidade, é motivo de disputa entre os gigantes
Desavenças tiveram início quando o Google bloqueou a importação de contatos do Gmail para o Facebook
FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES
Uma batalha de Golias versus... Golias deu início após alguns anos de guerra fria no Vale do Silício, norte da Califórnia, onde se concentram as principais potências de tecnologia do mundo.
Em jogo, está a "portabilidade" do perfil do internauta, chave para uma receita bilionária de publicidade.
Os gigantes em questão são o Google, líder das buscas que você faz na internet, e o Facebook, líder entre as redes sociais onde você coloca suas fotos, e-mail, cidade, preferência musical, amigos e "curte" marcas como Coca-Cola e Havaianas.
Entre os feridos, até agora, só mesmo os usuários, bombardeados com propagandas que funcionam como mísseis teleguiados, baseadas nas preferências publicadas em sites de relacionamento.
Em agosto, o Facebook foi o site em que os americanos mais passaram tempo, na frente do Google, pela primeira vez.
A rede também foi líder de visualizações de propaganda no terceiro trimestre, com 23% do mercado, segundo a comScore.
No Brasil, apesar de o Orkut continuar sendo a rede social mais usada, com 36 milhões de visitas únicas em agosto, o Facebook cresceu de 1,5 milhão de visitantes para 9 milhões em um ano. No mundo, são mais de 500 milhões de usuários.
Todos os dados coletados pela empresa de Mark Zuckerberg, criada num dormitório de faculdade em 2004, por ali ficam, como uma mina de ouro, para uso do próprio internauta, seus amigos, publicitários e outros sites parceiros.
Cada vez mais, Zuckerberg tenta tornar públicos esses dados, a tal identidade on-line do internauta, que pode entrar em sites conectado simultaneamente ao Facebook e clicar em botões como "curtir" ou "recomendar", criando uma web dentro da web.
Porém a rede social sonega a portabilidade dessa identidade para sites rivais, como o Google. Você pode abrir uma conta no Facebook e importar todos os seus endereços de e-mail do Gmail, o e-mail do Google, para facilitar o encontro de amigos, mas não vice-versa -o Facebook não permite.
E foi aí que a batalha começou, em novembro. Primeiro, o gigante das buscas bloqueou a ferramenta que transferia os endereços do Gmail para a rede social.
"Muitos sites permitem que seus usuários importem ou exportem suas informações, incluindo seus contatos, de forma rápida e fácil", informou o Google via comunicado, ao anunciar o bloqueio. "Mas sites que não o fazem, como o Facebook, deixam o usuário num beco sem saída."
Na sequência, a turma de Zuckerberg descobriu uma forma de driblar o cerco. O Google voltou atrás, liberou a importação, mas não sem deixar uma mensagem irônica ao usuário em busca da ferramenta, chamada "Trap My Contacts" (jogue meus contatos numa armadilha), no qual afirma discordar da política de "protecionismo de dados".
Para David Kirkpatrick, autor do livro "O Efeito Facebook", uma espécie de biografia da empresa, "se a missão do Google é fazer buscas por toda a internet, e o Facebook está criando mais e mais uma internet por trás de cortinas, então o Google tem um problema crescente".
De fato, o que falta ao império Google é uma rede social que vem há tempos sendo gestada, o famoso Google Me, segundo especuladores.
E poder carregar seus amigos de uma rede para outra, seria, sem dúvida, um desejo da dupla Page-Brin.
Para Kirkpatrick, ex-editor sênior de tecnologia da revista "Fortune", além da receita publicitária, também está em jogo o futuro da ferramenta de buscas.
"Ela vai evoluir para a busca social. E a Microsoft tem acesso aos dados do Facebook. Isso é uma grande vantagem estratégica, e o Google sabe disso."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc0112201016.htm
Cerca de 250 mil brasileiros não sabem que foram infectados por HIV
Em Brasília
01/12/2010 - 12h16
Cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país – desses, 255 mil não sabem que foram infectados. Os dados foram divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde.De acordo com a pasta, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dobrou, passando de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.
Aumento no número de infecções
O número de novas infecções por HIV no Brasil passou de 37.465, em 2008, para 38.538, no ano passado, de acordo com dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. Em média, são registrados 35 mil novos casos de Aids por ano.
De acordo com a pasta, o crescimento não é preocupante, porque é reflexo do aumento de testagens em todo o país. Ao todo, atualmente, há 630 mil infectados no Brasil. A faixa etária preponderante é dos 30 a 49 anos.
O boletim epidemiológico aponta ainda que 11.839 pessoas com HIV morreram em 2009, praticamente o mesmo número registrado em 2008 (11.815). Desde os anos 80, mais de 229 mil pessoas morreram em decorrência da doença.
Jovens
Entre os menores de 5 anos, os dados apontam para uma redução de 44,4% no número de novos casos entre 1999 e 2009.
Em relação aos adolescentes, o Ministério lembra que nos últimos anos houve uma inversão no perfil de infectados e, hoje, na faixa de 13 a 19 anos, há mais jovens do sexo feminino que do sexo masculino com Aids.
Dos jovens infectados, 20, 1% são homossexuais, 11,5% são bissexuais e 30,5% são heterossexuais.
Regiões
Os registros de novos casos de Aids acumulados de 1980 a junho de 2010 indicam que a maior parte dos infectados está no Sudeste (58%). Em seguida, estão as regiões Sul (19,5%), Nordeste (12,5%), Centro-Oeste (5,7%) e Norte (4,2%).
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/12/01/cerca-de-250-mil-brasileiros-nao-sabem-que-foram-infectados-por-hiv.jht
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Pela liberdade de crer - parte 3/4
Essas prescrições em favor da liberdade das crenças se transformaram em enunciados sagrados, especialmente quando dispostas em textos legais das sociedades. E tudo que é sagrado está fadado a incorrer em obscurantismo e primitivismo. É o que ocorre.
Sendo sagrado, no entendimento de muitos doutores, juristas e juízes, dispositivo de lei considerado sagrado é inatingível, intocável e inquestionável, contrapondose a tudo e estando acima do Bem e do Mal. Sob a alegação de que críticas ferem essa “liberdade”, já houve ações pedindo a sua obstrução com sentenças favoráveis. Recentemente, em Salvador um padre católico escreveu um livro critico sobre práticas de bruxaria na religião do candomblé, com os seus praticantes auferindo auspiciosos lucros. Representantes dessa religião animista pediram judicialmente a proibição do livro do sacerdote, alegando que ofendia o “direito” de crença. Absurdamente, o juiz aceitou esse argumento esdrúxulo e totalitário, e sentenciou que o livro fosse retirado do público, atentando inclusive contra o direito à liberdade de expressão.
Destarte, colocando o raciocínio sob esse ângulo, o sagrado não pode sequer ser criticado. Essa é a grande questão filosófica.
Ora, uma ideia que não pode ser criticada tende a tornar-se imperfeita e irreal. E o pior: se uma crítica não pode ser feita a uma crença, esse procedimento derruba e afronta por completo a liberdade de pensamento.
A crítica não fere o princípio da liberdade de crença ou ideias, pois a crítica não impede, não obstrui, o seu exercício. A crítica é apenas a manifestação de outra ideia, que circunstancialmente poderá ser em parte ou totalmente contrária.
A crítica, portanto, é um puro ato de liberdade de pensamento. Se ela se contrapõe às crenças existentes trata-se de um mero acaso. Quem a tenha, continuará a tê-la, porém se abjurada, será por vontade de seu dono e não por impedimento da crítica, pois esta não tem esse poder.
A crítica, com sua função de antítese, torna-se peça importante no progresso democrático. A evolução e o desenvolvimento intelectual de uma nação se constroem com o amplo funcionamento da crítica em todos os sentidos. A crítica e a análise de qualquer ideia ou crença são tão necessárias quanto a liberdade de a ter.
Além do mais, caracteriza-se como uma peça oportuna e essencial ao bem-estar e à evolução cultural de uma comunidade, conforme podemos verificar adiante. Nem toda crença ou ideia pode ser considerada a priori útil à sociedade e aos seus cidadãos. Crenças podem existir que estejam sendo usadas por grupos ou indivíduos ardilosos para explorar os membros sociais. Outras há que possam incitar nas pessoas comportamentos depressivos, ou destrutivos, ou perniciosos, ou de propagação de mentiras. Somente com a ação das críticas pode se apurar uma falsidade, um embuste, um mentiroso objetivo contido no uso de crenças.
Para melhor entendimento da fragilidade das crenças, daremos alguns exemplos exagerados. Os cartagineses tinham crenças que o deus Baal precisava ser aplacado com sacrifícios humanos, especialmente quando havia epidemias e desastres militares. Então crianças eram jogadas vivas em estátuas efervecentes até morrerem sofrivelmente queimadas e gritando desesperadas. Era na verdade uma morte horrível e cruel. De outra parte, os cristãos do século 16 tinham a crença de que almas endemoniadas resultavam em indivíduos da cor negra. Por consequência, a escravidão era uma crença firmada em postulados divinos, conforme São Jeronimo.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-2.aspExperimento norte-americano testa como reverter envelhecimento
DA "NEW SCIENTIST"
Uma técnica para manter saudável a estrutura dos cromossos pode reverter o envelhecimento dos tecidos.
Mariela Jaskelioff e colegas do Instituto de Câncer Dana Farber Cancer, em Massachusetts (EUA), conduziram um experimento com camundongos programados com telômeros curtos e telomerase inativa para ver as consequências dessa combinação.
O resultado é que os animais tiveram um período de vida curto, órgãos atrofiados e cérebros menores que aqueles que não haviam sido programados.
Os telômeros, que ficam nas extremidades dos cromossomos, diminuem a cada divisão celular, mas as células param de se dividir e morrem quando eles ficam abaixo de um certo comprimento.
Cabe à enzima telomerase retardar essa degradação adicionando um novo DNA na ponta dos telômeros.
Quatro semanas depois de os cientistas tornarem a telomerase dos camundongos ativa, eles detectaram que o tecido se regenerou em diversos órgãos, nova células cerebrais se desenvolveram e a vida dos camundongos foi prolongada.
A pesquisa, em fase experimental com animais, é mais uma evidência das relações entre o comprimento dos cromossos e as doenças relacionadas à idade, que pode levar à aplicação em seres humanos no futuro.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/837874-experimento-norte-americano-testa-como-reverter-envelhecimento.shtml
sábado, 27 de novembro de 2010
Consequentemente, os povos europeus sob sua influência se viram forçados a adotar somente a religião cristã sob pena de serem impiedosamente massacrados como o foi quase todo o povo saxão. Isso significava que os indivíduos não poderiam ter liberdade a crenças diversas do cristianismo.
A Igreja foi ainda mais além. Não admitiria nem mesmo divergências de seus métodos para impor a sua religião. As crenças dos cidadãos deveriam ser absolutamente iguais e somente prescritas pela Igreja, bem como a forma de liturgia e pregação como devesse ser realizado. Donde entendemos a sua fúria para extinguir os albigenses, fervorosos e disciplinados cristãos que muito se assemelhavam ao cristianismo dos primeiros tempos, mas se distinguiam do cristianismo adotado pelos chefes da Igreja.
De qualquer forma, com essa política de padronização das crenças a todos os povos, a Igreja começou a policiar os pensamentos dos cidadãos. Nos chamados Estados Papais, um cidadão que apenas lesse um livro diferente daqueles indicados pela Igreja, mesmo católico praticante, era passível de condenação e, dependendo da espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte. espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte.
Por esse procedimento totalitário e policialesco, pode se ter uma ideia da vigilância contra a liberdade de crença em todo o território de influência e domínio da Igreja.
Durante mais de 600 anos, a Igreja usou de todos os meios para impedir a liberdade de opiniões e ideias. Para tanto, seu terror policial usou da tortura, prisões, exílios e mortes horríveis. Estimam alguns autores que nada menos do que 9 milhões de pessoas foram mortas por essa atitude despótica, e outros milhões apodreceram nas prisões e nas galés.
No eclodir da Revolução Francesa, os filósofos iluministas revelaram esse absurdo contra a humanidade e exigiram a total liberdade de pensamento. Conscientes os revolucionários a respeito daquelas épocas de tanto horror e opressão à liberdade, procuraram seguir os ensinamentos dos filósofos, e a partir daquele momento se dispuseram a fazer real e exequível aquela chama filosófica: Liberdade integral de pensamento a todos os cidadãos.
Liberdade e Direitos Humanos
Proclamou-se a Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos, em que se anunciava como base do convívio humano a liberdade pleiteada por pensadores como Voltaire, Rousseau, D’Alambert e Diderot. A boa nova ganhou o mundo e as nações começaram a valorizar a vitoriosa liberdade.
Em 1948, as Nações Unidas, mais explicitamente por meio da Declaração dos Direitos Humanos, estabelece, então, em seu artigo XVIII, o seguinte:
“ Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.” |
As Constituições dos países em geral repetiram essa proclamação da liberdade de crenças e de ideias.A Constituição brasileira de 1988 prescreve em seu artigo 5º, inciso VI:
Muito bem. Agora podemos dizer que a liberdade de pensamento está assegurada? Infelizmente, a história é bem outra, se a análise estiver dentro de um contexto filosófico.
Pela liberdade de crer - -parte2/4
Consequentemente, os povos europeus sob sua influência se viram forçados a adotar somente a religião cristã sob pena de serem impiedosamente massacrados como o foi quase todo o povo saxão. Isso significava que os indivíduos não poderiam ter liberdade a crenças diversas do cristianismo.
A Igreja foi ainda mais além. Não admitiria nem mesmo divergências de seus métodos para impor a sua religião. As crenças dos cidadãos deveriam ser absolutamente iguais e somente prescritas pela Igreja, bem como a forma de liturgia e pregação como devesse ser realizado. Donde entendemos a sua fúria para extinguir os albigenses, fervorosos e disciplinados cristãos que muito se assemelhavam ao cristianismo dos primeiros tempos, mas se distinguiam do cristianismo adotado pelos chefes da Igreja.
De qualquer forma, com essa política de padronização das crenças a todos os povos, a Igreja começou a policiar os pensamentos dos cidadãos. Nos chamados Estados Papais, um cidadão que apenas lesse um livro diferente daqueles indicados pela Igreja, mesmo católico praticante, era passível de condenação e, dependendo da espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte. espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte.
Por esse procedimento totalitário e policialesco, pode se ter uma ideia da vigilância contra a liberdade de crença em todo o território de influência e domínio da Igreja.
Durante mais de 600 anos, a Igreja usou de todos os meios para impedir a liberdade de opiniões e ideias. Para tanto, seu terror policial usou da tortura, prisões, exílios e mortes horríveis. Estimam alguns autores que nada menos do que 9 milhões de pessoas foram mortas por essa atitude despótica, e outros milhões apodreceram nas prisões e nas galés.
No eclodir da Revolução Francesa, os filósofos iluministas revelaram esse absurdo contra a humanidade e exigiram a total liberdade de pensamento. Conscientes os revolucionários a respeito daquelas épocas de tanto horror e opressão à liberdade, procuraram seguir os ensinamentos dos filósofos, e a partir daquele momento se dispuseram a fazer real e exequível aquela chama filosófica: Liberdade integral de pensamento a todos os cidadãos.
Liberdade e Direitos Humanos
Proclamou-se a Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos, em que se anunciava como base do convívio humano a liberdade pleiteada por pensadores como Voltaire, Rousseau, D’Alambert e Diderot. A boa nova ganhou o mundo e as nações começaram a valorizar a vitoriosa liberdade.
Em 1948, as Nações Unidas, mais explicitamente por meio da Declaração dos Direitos Humanos, estabelece, então, em seu artigo XVIII, o seguinte:
“ Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.” |
As Constituições dos países em geral repetiram essa proclamação da liberdade de crenças e de ideias.A Constituição brasileira de 1988 prescreve em seu artigo 5º, inciso VI:
“ É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” |
Muito bem. Agora podemos dizer que a liberdade de pensamento está assegurada? Infelizmente, a história é bem outra, se a análise estiver dentro de um contexto filosófico.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Pela liberdade de crer - parte 1/4
Do ponto de vista filosófico e democrático, a liberdade de crença - e de crítica a crença - deve ser assegurada de forma ampla e total.
Prof. J. Vasconcelos*A humanidade sofreu por muito tempo com a ausência da liberdade dos cidadãos comuns, mormente no que concerne ao seu direito de dispor de suas próprias ideias e crenças. Com efeito, remontando à Antiguidade e compreendendo todos os diversos períodos até a Revolução Francesa, podemos calcular mais de 5 mil anos em que os humanos vinham sendo cerceados na sua faculdade de emitir os seus conceitos pessoais, com exceção apenas nas cidades-estados que empregaram o regime de democracia pura, por volta dos séculos 6, 5 e 4 a.C.
Ideias de cunho político praticamente não seriam possíveis, a não ser referências sobre a maneira como os poderosos atuavam em suas altas funções. Todavia, jamais havia conceituações dos cidadãos comuns sobre a natureza e legitimidade dos privilégios e da assunção aos poderes pelos soberanos, sacerdotes e nobres. Qualquer atitude nesse sentido poderia signifi car a incursão no crime de lesa-majestade.
Com respeito a outras ideias, como as religiosas, menos ainda. Interpretações diferentes dos costumes e credibilidade cultural seria suicídio total. As religiões imperantes eram oriundas dos deuses conforme os ensinamentos dos sacerdotes e, assim, de contexto absoluto e incontestável. Posições estranhas das adorações e rituais predominantes resultavam na execração pela própria coletividade. Além do mais, questionamentos e dúvidas sobre assuntos religiosos abalariam o poder, o mando e as prerrogativas da classe sacerdotal, que usufruía da maior riqueza.
À falta de comunicação e desenvolvimento intelectual, é evidente que os cidadãos comuns pouco dispunham de crenças divergentes. A cultura era demasiadamente Zoroastro, na Pérsia, Amenófis IV-Akhenaton no Egito e Buda na Índia. Não se caracterizavam sequer como oposição às crenças vigorantes. Podemos caracterizá-las mais como acréscimos às próprias crenças existentes. Jesus Cristo, inclusive, não foi condenado por portar novas crenças e nova religião. Foi punido por exercer o sacerdócio à parte do ordenamento dos prelados oficiais.
Somente vamos encontrar na Grécia pessoas com ideias divergentes das crenças dominantes, com os filósofos. Todavia, o ambiente grego era mais acolhedor, embora não fosse totalmente liberado a ponto de os cidadãos poderem livremente manifestar crenças opostas às dominantes. Mesmo porque alguns filósofos foram perseguidos e processados sob a acusação de portarem ideias contrárias às crenças religiosas. Exemplo foi com o que aconteceu a Sócrates, Anaxágoras, Empédocles e outros.
Monopólio religioso
Na Idade Média, quando a religião cristã dominou os países europeus, a situação continuou igual à dos tempos anteriores: pouco progresso intelectual e deficientes meios de comunicação contribuíram para que os cidadãos comuns permanecessem com suas crenças inalteradas, não havendo, portanto o contraditório. À medida em que o Cristianismo avançava por toda parte do Império Romano, a Igreja Católica foi se organizando como uma poderosa força institucional, salientando-se uma poderosa classe sacerdotal. Com o vazio deixado pela queda do império, a Igreja enveredou por uma política de expansão e destruição das crenças nativas das regiões europeias, para tanto usando da persuasão e da força.
De sorte que, por todo lado a Igreja ia se fortalecendo como poder temporal e exterminando tudo quanto era diferente de suas crenças. Instaurava-se nas terras europeias o monopólio religioso, sem espaço para outras crenças. Elucidam os estudiosos que as religiões monoteístas são mais totalitárias e intolerantes à existência de outras crenças e outros deuses. Foi o caso do cristianismo. Quando o poder lhe caiu nas mãos, a Igreja envidou todos os seus esforços para o extermínio de qualquer vestígio de liberdade de crença.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-1.asp
Poesia é a visita do tempo
nos teus olhos, é o beijo do
mundo nas palavras por onde
passa o rio do teu nome;é a
secreta distância em que tocas
o princípio leve dos meus versos;
é o amor debruçado no silêncio
que te cerca e que te esconde:
como num bosque, lento,
ouvimos o coração de uma
fonte não sei onde...
Vítor Matos e Sá
domingo, 21 de novembro de 2010
REINVENÇÃO (Cecília Meireles)
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
quem vem de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira as
algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro,não te alcanço...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só- na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
avida só é possível reinventada.
Ameaça no jaleco médico
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/91/artigo189637-1.asp
Células-tronco no dente do siso
Uma pesquisa do Instituto Nacional de Indústria Científica Avançada do Japão mostra que os terceiros molares, nome correto do dente do siso, contêm uma importante reserva de tecidos para criação de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS). A ciência vê nessas partículas o caminho para originar tecidos e regenerar partes do corpo afetadas por diversos tipos de patologias. Criá-las, no entanto, é uma tarefa difícil. As mais efetivas para esse tipo de produção são de difícil extração, como as que são recolhidas da medula óssea. A vantagem, obviamente, reside no processo de remoção. Os pesquisadores geraram uma série de linhagens de células-tronco, até cem vezes mais eficientes do que amostras criadas a partir de células da pele. A extração do siso é um procedimento médico comum e, portanto, cria uma oportunidade perfeita para retirar material. O estudo foi publicado no Journal of Biological Chemistry.
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/91/artigo189637-1.asp
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Divulgação Científica
Estudo feito com 1 mil universitários nos Estados Unidos verifica associação entre o consumo de bebidas energéticas e aumento no risco de desenvolver problemas de dependência do álcool (Wikimedia)
Energéticos e risco de alcoolismo
17/11/2010
O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.
Segundo o trabalho, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcóolicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) do que os demais.
O estudo destaca que os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono. Segundo o trabalho, uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcóolicas pode levar a um estado de “embriaguez desperta”, na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.
O resultado é que o usuário se sente menos bêbado do que realmente está, o que pode levar a consumir quantidades ainda maiores de bebida. “Os resultados reforçam a necessidade de maiores investigações a respeito dos possíveis efeitos negativos para a saúde das bebidas energéticas e dos riscos de seu consumo misturado com o álcool”, destacaram os autores.
“A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios desse estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante”, disse Amelia Arria, da Universidade de Maryland, um dos autores da pesquisa.
O artigo Energy drink consumption and increased risk for alcohol dependence (doi: 10.1111/j.1530-0277.2010.01352.x) pode ser lido em breve em www.interscience.wiley.com/jpages/0145-6008.http://www.agencia.fapesp.br/materia/13051/divulgacao-cientifica/energeticos-e-risco-de-alcoolismo.htm
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Como cultivar a exclusão social em São Paulo
14/11/2010 - 8:33
Daqui a uma geração, quando estudarem a arquitetura de nossa época, além dos prédios em forma de melancia e dos espigões de aço e vidro azul, outra coisa, menos bonita por certo, chamará a atenção. Temos gasto muito tempo e inventividade para criar formas de excluir do convívio da cidade aqueles para os quais nunca abrimos as portas dos direitos econômicos – e isso não passará despercebido.
Reuni alguns desses métodos informais em forma de manual. Apesar de não estarem publicados e não seguirem padrões da ABNT, existem e fazem vítimas diariamente, ainda mais em noites frias e chuvosas como essas pelas quais estamos passando. Registrar isso serve para lembrar o quanto somos ridículos e ajudar o pessoal que vai nos julgar amanhã. Espero que não tenham dó ou piedade.
1) Áreas cobertas em viadutos, pontes, túneis ou quaisquer locais públicos que possam receber casas imaginárias do povo de rua devem ser preenchidas com concreto. A face superiora não deve ficar paralela à rua, mas com inclinação suficiente para que um corpo sem-teto nela estendido e prostrado de cansaço e sono role feito um pacote de carne velha até o chão.
1.1) Outra opção, caso seja impossível uma inclinação acentuada, é o uso de floreiras, cacos de vidro ou lanças de metal. É menos discreto, mas tem o mesmo resultado.
2) Prédios novos devem ser construídos sem marquises para impossibilitar o acúmulo de sem-teto em noites chuvosas.
2.1) Caso seja impossível por determinações estéticas do arquiteto, a alternativa é murar o edifício ou cercá-lo. A colocação de seguranças armados é outra possibilidade, caso haja recursos para tanto.
2.2) Em caso de prédios mais antigos, uma saída encontrada por um edifício na região central de São Paulo e que pode ser tomada como modelo é a colocação de uma mangueira furada no texto, emulando a função de sprinklers. Acionada de tempos em tempos, expulsa desocupados e usuários de drogas. Além disso, como deixa o chão da calçada constatemente molhado, espanta também possíveis moradores de rua que queiram tirar uma soneca por lá.
3) Bancos de praça devem receber estruturas que os separem em três assentos independentes. Apesar disso impossibilitar a vida de casais apaixonados ou de reencontros de amigos distantes, fará com que sem-teto não durmam nesses aparelhos públicos.
4) Em regiões com alta incidência de seres indesejáveis, recomenda-se o avanço de grades e muros para além do limite registrado na prefeitura, diminuindo ao máximo o tamanho da calçada. Como é uma questão de segurança, o fiscal pode “se fazer entender” da importância de manter a estrutura como está.
5) Cloro deve ser lançado nos locais de permanência de sem-teto, principalmente nas noites frias, para garantir que eles não façam suas necessidades básicas no local. Caso não seja suficiente, talvez seja necessária a utilização de produtos químicos mais fortes vendidos em lojas do ramo, como vem fazendo algumas lojas no Centro da cidade. A sugestão é o uso de um aspersor conforme o item 2.2, mas instalado no chão.
Já que não se encontra solução para um problema, encobre-se. É mais fácil que implantar políticas de moradia eficazes – como uma reforma urbana que pegue as centenas de milhares de imóveis fechados para especulação e destine a quem não tem nada. Ou repensar a política pública para usuários de drogas, hoje baseada em um tripé de punição, preconceito e exclusão e, portanto, ineficaz. Muitos vêem os dependentes químicos como lixo da sociedade e estorvo ao invés de entender que lá há um problema de saúde pública. As obras que estão revitalizando (sic) a região chamada de Cracolândia, têm expulsado os moradores da região – para outros locais, como a Barra Funda e Santa Cecília. Contanto que fiquem longe dos concertos da Sala São Paulo, do acervo do Museu da Língua Portuguesa e das exposições Estação Pinacoteca uó-te-mo.
Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem viver no espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é deles, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém. Ou crie pânico para quem acha que isso é uma afronta à segurança pública e aos bons costumes. Em vez disso, são enxotados ou mortos a pauladas (sem que ninguém nunca seja punido por isso) para limpar a urbe para os cidadãos de bem.
PS: Recado à turma que entalou um “tá com dó leva para casa” na garganta: cresçam.
http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/11/14/como-cultivar-a-exclusao-social-em-sao-paulo/
sábado, 13 de novembro de 2010
MEC vai chamar quem fez prova com erro
Participante do Enem que fez exame com questões repetidas ou faltando será convocado por telefone e e-mail
Ministério diz que, entre 21 mil provas erradas, só localizou 165 participantes prejudicados até agora
DE BRASÍLIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM RECIFE
Para isso, o MEC utiliza a ata de cada sala. Nesse documento, fiscais de prova anotam todas as possíveis ocorrências durante o exame.
Quem reclamou para os fiscais sobre erros de impressão na prova teve o nome registrado na ata. O MEC diz que, analisadas parte das 128 mil atas, só encontrou 165 prejudicados até agora. Segundo fiscais ouvidos pela Folha, contudo, há prejuízos maiores. Os alunos que receberam provas com questões repetidas ou faltando (foram 21 mil provas com esses problemas) demoraram para ter suas provas trocadas por outras corretas.
Um e-mail, com informações sobre os erros, chegou aos coordenadores dos locais de prova 38 minutos depois do inicio do Enem. Houve também avisos por SMS e telefonemas. Ontem, o ministro Fernando Haddad (Educação) frisou que o consórcio Cespe/Cesgranrio, responsável pela aplicação e correção das provas do Enem, é "experiente" em lidar com a realização de novas provas. No ano passado, 8.000 provas tiveram que ser reaplicadas por causa das enchentes no Espírito Santo.
Ele disse também que cogita fazer a prova em um só dia em vez de dois, como foi no fim de semana.
GABARITO
Ontem, após a divulgação do gabarito oficial, o presidente do Instituto Henfil, Mateus Prado, questionou quatro respostas consideradas corretas pelo Inep.
As questões contestadas, com os números correspondentes à prova amarela, são a 13 (sobre o Acre), a 41 (sobre a ética), a 104 (sobre a gentileza) e a 156 (sobre probabilidade). Procurada, a assessoria de imprensa do MEC afirmou que o Inep considera o gabarito correto.
Veja o gabarito do Enem
folha.com.br/sa830036
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1311201002.htm
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Enem 2010: Inep pretende liberar gabarito e página para pedido de correção invertida até o final do dia
12/11/2010 - 11h11
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) promete divulgar os gabaritos e a página de requerimento para correção invertida do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 até o final desta sexta-feira (12), uma vez que a liminar que suspendia o exame foi derrubada. A decisão foi tomada hoje pelo desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região, sediado na capital pernambucana.
Você poderá conferir o gabarito no site do Inep e aqui no UOL Educação e no UOL Vestibular.
Segundo nota do TRF, o presidente do TRF da 5ª Região "ressaltou que a suspensão de um certame envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos de monta aos organizadores e [aos] candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de ensino superior".
Ainda segundo o comunicado, o desembargador destacou ainda a "possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário" para a contratação dos serviços para a impressão e aplicação de um novo exame a todos os inscritos. Para o desembargador, "a decisão do Juízo Federal cearense, louvada em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a 2.000 estudantes, finda por prejudicar todos os demais (cerca de 3.000.000), afrontando o princípio da proporcionalidade".
Segundo Haddad, demoraria "de dois a três meses" para que fosse organizada uma nova edição do Enem. A declaração foi dada ao Bom Dia Brasil e foi ao ar na manhã desta sexta (12).
O MEC (Ministério da Educação) pretende realizar a nova prova do Enem nos dias 4 e 5 de dezembro, para os alunos que receberam a prova com erro de impressão e não conseguiram trocá-la de imediato.
Entenda a batalha judicial
Estudantes identificaram problemas nos cadernos de provas e nos gabaritos do Enem, que foi aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. Nos cadernos amarelos, havia questões repetidas e faltantes. Já nas folhas de resposta, os cabeçalhos dos testes de ciências da natureza e ciências humanas vieram trocados.
No dia 8 de novembro, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, acatou argumento do MPF (Ministério Público Federal) e determinou a imediata suspensão do Enem 2010 em todo o Brasil. A Justiça entendeu que o erro de impressão das provas levou prejuízo aos candidatos. Os réus questionaram a amplitude da decisão, ao que a juíza esclareceu que todo o processo deveria ficar suspenso. Isso incluía a divulgação do gabarito no final da terça-feira e a abertura de sistema de reclamação sobre o preenchimento dos gabaritos, previsto para a quarta (10).
Mesmo com essa decisão, o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, pediu a anulação do Enem. "A prova tem que ser nula, independentemente de qualquer coisa", afirmou o procurador, que defende uma apuração criteriosa das responsabilidades pelas falhas. A DPU (Defensoria Pública da União) do Ceará se juntou ao MPF (Ministério Público Federal) do Estado no pedido de anulação do Enem. No dia 11 de novembro, a AGU protocolou o recurso contra a suspensão do Enem.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/12/enem2010-inep-pretende-liberar-gabarito-e-pagina-para-pedido-de-correcao-invertida-ate-o-final-do-
http://www.mec.gov.br/
Amor que acontece (Walder Maia do Carmo)
Espairecendo, a natureza desarvora em arco-iris
O coração assenta n'alma o nectar de Afrodite.
Esta excitação está nela,necessito nela estar.
A veemência poética, denota o amor que acontece...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
SP: I Festival Internacional de Músicos de Metrô
Imagine um festival que já tem 3,5 milhões de espectadores garantidos. Este é o número aproximado de usuários que circulam no Metrô da cidade de São Paulo e que poderão conferir apresentações musicais gratuitas entre uma viagem e outra.
Durante cinco dias de novembro, artistas de nove cidades diferentes do mundo marcam presença na cidade para o I Festival Internacional de Músicos de Metrô, o Red Bull Sounderground. São Paulo será representada por nove participantes – entre eles o trio Vivian del Pintor – que farão parte do elenco de músicos que ainda inclui representantes de Barcelona, Londres, Moscou, Berlim, Montreal, Paris e Nova York e da Cidade do México. “Foi uma seleção difícil. Havia performances surpreendentes e dava para ver pelos vídeos encaminhados que os músicos eram muito talentosos”, comenta Marcelo Beraldo, idealizador do I Festival Internacional de Músicos de Metrô. O repertório dos artistas será todo instrumental e os estilos musicais passeiam por várias partes do mundo. Haverá desde MPB, passando pelo clássico, blues, jazz, choro, rock e reggae. Até as tradicionais milongas do tango argentino, tocada por uma dupla radicada em Paris, e o ragtime – ritmo que ditou moda nos Estados Unidos dos anos 20 – vão tocar pelas estações do Metrô durante o festival. Programação SEGUNDA, 8 - Das 11h às 13h: Mustard and Custard (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Ana Góes (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) Vadim Klokov (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Mellow and Pyro (Estação Brás – Linha Vermelha) Gaitas Mexicanas (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Vivian del Pintor (Estação Luz – Linha Azul) Anatol Eremciuc (Estação República – Linha Vermelha) Pedro Loop (Estação Sé – Linha Vermelha) Les Maga (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Akil Dasan (Estação Vila Madalena – Linha Verde) - Das 17h às 19h Tribal Baroque (Estação Ana Rosa – Linha Verde) The Xylopholks (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) The Nomadic Mystics (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Rafael Masgrau (Estação Brás – Linha Vermelha) Lewis Floyd Henry (Estação Itaquera – Linha Vermelha) O’Connor and Gryn (Estação Luz – Linha Azul) Bloody Red Sombreros (Estação República – Linha Vermelha) Kutner and Koç (Estação Sé – Linha Vermelha) Duo Benetiz (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Vibrafone Chorão (Estação Vila Madalena – Linha Verde) TERÇA, 9 - Das 11h às 13h: Vivian del Pintor (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Kutner and Koç (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) O’Connor and Gryn (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Ana Goes (Estação Brás – Linha Vermelha) Vibrafone Chorão (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Lewis Floyd Henry (Estação Luz – Linha Azul) Gaitas Mexicanas (Estação República – Linha Vermelha) Anatol Eremciuc (Estação Sé – Linha Vermelha) Bloody Red Sombreros (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Rafael Masgrau (Estação Vila Madalena – Linha Verde) - Das 17h às 19h Duo Benetiz (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Mustard and Custard (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) The Xylopholks (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Akil Dasan (Estação Brás – Linha Vermelha) Vadim Klokov (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Pedro Loop (Estação Luz – Linha Azul) Mellow and Pyro (Estação República – Linha Vermelha) The Nomadic Mystics (Estação Sé – Linha Vermelha) Tribal Baroque (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Les Maga (Estação Vila Madalena – Linha Verde) QUARTA, 10 - Das 11h às 13h: Mellow and Pyro (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Pedro Loop (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) Mustard and Custard (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Vadim Klokov (Estação Brás – Linha Vermelha) Les Maga (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Rafael Masgrau (Estação Luz – Linha Azul) Akil Dasan (Estação República – Linha Vermelha) Duo Benetiz (Estação Sé – Linha Vermelha) Gaitas Mexicanas (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Ana Góes (Estação Vila Madalena – Linha Verde) - Das 17h às 19h O’Connor and Gryn (Estação Ana Rosa – Linha Verde) The Nomadic Mystics (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) Lewis Floyd Henry (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Kutner and Koç (Estação Brás – Linha Vermelha) Vivian del Pintor (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Bloody Red Sombreros (Estação Luz – Linha Azul) Vibrafone Chorão (Estação República – Linha Vermelha) Tribal Baroque (Estação Sé – Linha Vermelha) Anatol Eremciuc (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) The Xylopholks (Estação Vila Madalena – Linha Verde) QUINTA, 11 - Das 11h às 13h: Mellow and Pyro (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Akil Dasan (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) Bloody Red Sombreros (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Gaitas Mexicanas (Estação Brás – Linha Vermelha) Ana Goes (Estação Itaquera – Linha Vermelha) Duo Benetiz (Estação Luz – Linha Azul) Pedro Loop (Estação República – Linha Vermelha) Vivian del Pintor (Estação Sé – Linha Vermelha) Lewis Floyd Henry (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Rafael Masgrau (Estação Vila Madalena – Linha Verde) - Das 17h às 19h Vadim Klokov (Estação Ana Rosa – Linha Verde) Les Maga (Estação Anhangabaú – Linha Vermelha) Tribal Baroque (Estação Barra Funda – Linha Vermelha) Vibrafone Chorão (Estação Brás – Linha Vermelha) O’Connor and Gryn (Estação Itaquera – Linha Vermelha) The Nomadic Mystics (Estação Luz – Linha Azul) Kutner and Koç (Estação República – Linha Vermelha) The Xylopholks (Estação Sé – Linha Vermelha) Mustard and Custard (Estação Tatuapé – Linha Vermelha) Anatol Eremciuc (Estação Vila Madalena – Linha Verde) SEXTA, 12 Às 17h: Jam session final com todos os artistas reunidos na estação Paraíso (Linha Azul).