"Uma noite um velho contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.Ele disse:meu filho,a batalha é entre dois lobos dentro de ´todos nós.Um é mal.É a raiva,inveja,ciúme,cobiça,arrogância,orgulho.O outro e bom.É alegria,paz,esperança,humildade,benevolência, fé. O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:"Qual o lobo que vence?" O velho simplesmente respondeu,"O QUE VOCÊ ALIMENTA."
sábado, 30 de outubro de 2010
Soneto - Gregório de Matos
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crecer, e vou-me ao fundo.
O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ousadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.
Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.
O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, mar de enganos,
Ser louco c'os demais, que só, sisudo.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Uso de aspirina reduz morte por câncer de próstata
Os anticoagulantes são capazes de barrar o crescimento e propagação do tumor
De acordo com um estudo da University of Texas Southwestern Medical School, nos Estados Unidos, homens com câncer de próstata que tomem anticoagulantes, como a aspirina, tem o risco de morte pela doença reduzido.
Segundo os pesquisadores, o uso desses medicamentos nos pacientes que passam por cirurgia e radioterapia, o risco de morte da doença cai de 10 % para 4% em 10 anos. As chances de desenvolver metástase óssea também é diminuída.
O estudo envolveu mais de 5 mil homens com câncer localizado, ou seja, aqueles em que a doença não tinha se disseminado além da próstata, e que foram tratados com cirurgia ou radioterapia, duas das modalidades de tratamento mais comuns para câncer de próstata. Os pacientes foram classificados por terem um grau alto, médio ou intermediário da doença. Desses pacientes, aproximadamente dois mil tomaram anticoagulantes. Os resultados mostraram que os anticoagulantes podem interferir no crescimento e propagação do câncer.
Além disso, foi constatado que o benefício dos anticoagulantes é até maior em pacientes diagnosticados com câncer de próstata de alto risco. Esta é uma notícia animadora para os pacientes neste grupo, pois eles têm o câncer mais agressivo, e as opções de tratamento são limitadas. O estudo também concluiu que o benefício é melhor quando a aspirina é utilizada em vez dos outros tipos de anticoagulantes.
Apesar dos resultados animadores, mais pesquisas precisam ser realizadas para entender melhor como os anticoagulantes agem no organismo causando este efeito benéfico para os pacientes. Por enquanto, os pesquisadores afirmam que os anticoagulantes agem evitando que o câncer se espalhe, ou seja, que ocorra a metástase das células danificadas, e a formação de novos tumores.
O câncer de próstata é silencioso, sem sinais evidentes a não ser em estágios mais avançados, quando já está infiltrado em órgãos adjacentes, ou quando suas metástases em ossos, pulmão fígado se manifestam. Um reforço nas ações de diagnóstico poderia, por exemplo, ajudar a reduzir o câncer de próstata, que, segundo pesquisa, é detectado no estágio inicial apenas em 7% dos casos. Quando o diagnóstico do tumor primário é feito logo, 90% dos pacientes têm uma sobrevida maior que cinco anos. Já se for detectado tardiamente, essa proporção cai para a metade.
De acordo com uma pesquisa do Instituto nacional do Câncer (INCA), é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alarme para o câncer, como nódulos, febre contínua, feridas que não cicatrizam, indigestão constante e rouquidão crônica, antes dos sintomas que caracterizem lesões mais avançadas, como sangramento, obstrução de vias intestinais ou respiratórias e dor. Os principais sintomas do crescimento da próstata, segundo o urologista, são os de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção, que podem ocorrer nos casos benignos.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Mundo vai ter 30 mil genomas em 2011
Até o ano passado, os cientistas tinham "lido" menos de dez genomas; ideia é facilitar busca por elos com doenças
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA
O ritmo vertiginoso com que os computadores ficam mais rápidos chegou ao mundo do sequenciamento (leitura) de DNA. No ano passado, havia menos de dez genomas humanos decifrados. Quando 2011 terminar, serão mais de 30 mil -por baixo.
A estimativa, considerada conservadora, foi feita pela revista científica "Nature" após ouvir mais de 90 centros de pesquisa genômica mundo afora. Só até o fim deste mês, a conta deve chegar a 2.700 genomas.
"QUINHENTÃO"
"O preço está cada vez mais baixo, de fato. Com US$ 5.000, US$ 4.000 você já consegue sequenciar um genoma. Daqui a pouco vai custar quinhentão", brinca Sandro José de Souza, biólogo do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (SP) especializado em estudos genômicos.
Um artigo científico na "Nature" desta semana serve como um aperitivo do que está por vir. Um consórcio internacional, o Projeto 1.000 Genomas, coordenado por David Altshuler, do Hospital Geral de Massachusetts (EUA), publica dados do genoma de 179 indivíduos dos cinco continentes.
A batelada de pessoas incluídas na pesquisa tem uma justificativa simples: achar variantes raras de DNA. A questão é que, embora pareça haver um componente genético forte em problemas comuns, como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares, é quase impossível achar genes associados a esse tipo de doença.
Os pesquisadores apostam que isso se deve ao fato de que o risco genético de tais doenças vem de uma miríade de mutações raras, cuja ação se soma e acaba desembocando na tendência hereditária a dado problema.
"Essa, ao menos, é a explicação mais popular para os resultados fracos dos estudos genômicos até agora", escreve Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em comentário à nova pesquisa na "Nature".
O consórcio internacional parece ter dado um passo importante para colocar a ideia à prova: eles identificaram 8 milhões de trocas de uma única "letra" química de DNA, até então desconhecidas, bem como 1 milhão de pequenas adições ou inserções de "letras" no genoma.
Ainda não há leituras de genomas inteiros de indivíduos brasileiros, embora já tenha sido sequenciado o DNA de um tipo de tumor.
"O problema ainda é integrar tudo isso com outras informações, envolvendo só os genes que estão ativos, ou o metabolismo do indivíduo, para responder perguntas específicas. O grande gargalo está aí", diz Sandro de Souza.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2810201002.htm
domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O Instituto Butantan desenvolveu uma nova droga de combate à asma, à base do veneno do peixe niquim, conhecido como peixe-sapo. A substância leva vantagem sobre os corticóides normalmente usados no tratamento da doença, que podem causar efeitos colaterais no sistema imunológico, rins e fígado. A droga poderá ser ministrada em quantidades menores do que as normalmente utilizadas pela indústria farmacêutica.
GÔNDOLA
A substância, que já está patenteada, será testada agora para ser usada na produção de medicamentos. O Butantan também deve registrar a patente nos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, México, China, Índia, Japão e Coreia do Sul.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1310201009.htm
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
De onde veio a escola - 4/4
Em 1816, o industrial Robert Owen inaugurou o INSTITUTO PARA FORMAÇÃO DO CARÁTER JUVENIL. A instituição, que cuidava dos filhos dos operários de sua fábrica em New Lanark, na Escócia, durante o horário de trabalho,é tida como a primeira escola infantil moderna da história.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
A doença da família
O afeto não pode barrar o curso da doença de Alzheimer, mas, ao compreender e aceitar a condição da pessoa afetada, a família torna a vida mais fácil para todos, diz o especialista Edoardo Giusti
| Carlos Cecconello/Folhapress |
IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO
No Brasil, entre 70% e 99% dos pacientes com demências senis vivem em casa.
O Alzheimer, demência mais comum, não tem cura.
Além de perda cognitiva, traz alterações comportamentais como surtos de agressividade e pode durar até 20 anos.
A família adoece junto. Nesta entrevista à Folha, o médico e psicólogo Edoardo Giusti, autor do livro "Alzheimer -Cuidados Clínicos e Aconselhamento Familiar" (Gryphus), fala das dificuldades de quem convive intimamente com a doença.
Folha - O apoio da família pode mudar o curso da doença? Edoardo Giusti - Os familiares podem tornar a vida do doente mais suportável, se tiverem paciência e forem acolhedores e afetivos. Mas, o Alzheimer é degenerativo e até agora, embora as pesquisas tenham feito algum progresso, não há nada que possa mudar o curso da doença.
O que a família precisa saber?
A deterioração das faculdades cognitivas gera, nos estágios mais graves, o esfacelamento psíquico. É um processo involutivo irreversível. A família deve receber orientação para compreender melhor a gravidade do estado demencial, para poder distinguir a presença dos vários distúrbios que podem atingir cada indivíduo.
Até que ponto o tratamento não farmacológico é eficaz?
O tratamento não farmacológico é útil para ajudar a controlar a doença e tornar a vida do doente menos difícil e mais digna. Para ser eficaz, é preciso apoio afetivo e que os cuidadores aceitem a condição do paciente.
Quais são os medicamentos mais eficazes?
Depende dos sintomas e dos efeitos que causam. Não há evidências sobre a superioridade de um ou outro.
E se o paciente não aceita a doença e o tratamento?
É muito comum a pessoa negar a doença. Os familiares precisam ser insistentes, firmes, mas nunca agressivos. Essa é a parte mais difícil.
O contexto familiar pode exacerbar os sintomas?
Um meio negativo e familiares que não aceitam a doença causam sofrimento emocional para o paciente, mas isso pode não fazer diferença no aumento das lesões.
A casa da família é o melhor lugar para o paciente?
Nem sempre é a melhor solução. Quando não há condições de assistir ao doente e à sua família, a internação pode ser mais adequada.
Os grupos de apoio, em que as pessoas convivem com outras famílias na mesma situação, ajudam a entender os sentimentos de raiva, culpa e tristeza.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0310201001.htm
sábado, 2 de outubro de 2010
De onde veio a escola - 3/4
A cultura renascentista e o humanismo surgiram para se opor a esse modelo, propondo pela primeira vez uma escola distante das questões religiosas. Essa nova concepção da educação se tornaria uma das mais importantes mudanças trazidas pela Idade Moderna.
No final da Baixa Idade Média, surgiu na Europa a figura do "mestre livre", educador autônomo que ensinava também aos que não eram clérigos.Esse seria o embrião do "TUTOR", profissional que, no período moderno,formou os filhos da nobreza e da burguesia.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
De onde veio a escola -2/4
Assim como nos domínios faraônicos, o acesso às escolas era restrito aos filhos de governantes, que deveriam aprender as disciplinas relacionadas à política (como oratória e filosofia) e à guerra.Esse modelo de instituição foi importado por Roma, que acrescentou elementos de educação moral e cívica ao currículo heleno.
A mais famosa escola do mundo clássico foi a chamada ACADEMIA DE ATENAS, fundada por Platão no início do século IV a.C. O local em nada se assemelhava com as escolas que conhecemos hoje:o conhecimento não era transmitido, mas sim criado e discutido entre os pensadores.
Aristóteles, que se matriculou na Academia aos 17 anos, foi o mais célebre estudante.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
DE onde veio a escola - 1 / 4
Uma das principais funções da escola no Egito era formar os ESCRIBAS. Esses profissionais aprendiam a usar os hieróglifos e o sistema cuneiforme de escrita (mais utilizado na comunicação com outras nações) para fazer a contabilidade estatal do império faraônico.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Corte dos EUA mantém liberação de financiamento público de pesquisas com células-tronco
29/09/2010 - 12h18
A Corte de Apelações dos EUA decidiu que o financiamento federal de pesquisas com células-tronco embrionárias pode continuar até que uma decisão final seja tomada. Em 9 de setembro, a corte já havia suspendido temporariamente a proibição do uso de fundos públicos nas pesquisas.
O Departamento de Justiça argumentou que a suspensão da proibição de financiamento era necessária para evitar que projetos de anos fossem terminados na metade impedindo o progresso cientifico na busca de novos tratamentos para doenças como diabetes e problemas do coração.
O juiz Royce Lamberth havia proibido o financiamento em agosto baseada em uma lei de 1996 que proíbe o uso de dinheiro federal para pesquisas em que um embrião é destruído. A decisão não se aplica aos estudos iniciados durante o governo de George W. Bush, que, em 2001, permitiu uma limitada linha de pesquisa com culturas já existentes.
A pesquisa com células-tronco embrionárias é uma das bandeiras do presidente norte americano desde sua eleição, quando anunciou que os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) receberiam financiamento público para avançar nas pesquisas.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/09/29/corte-dos-eua-mantem-liberacao-de-financiamento-publico-de-pesquisas-com-celulas-tronco.jhtm
Anvisa determina recolhimento do Avandia em todo país
Em reunião finalizada na terça-feira (28), a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) cancelou o registro do medicamento Avandia, fabricado pela empresa GlaxoSmithKline, que tem como princípio-ativo a substância rosiglitazona. O remédio é utilizado no tratamento contra a diabetes tipo 2.
Avandia é tirado do mercado na Europa e sofre restrição nos EUA
A decisão foi tomada após a avaliação de estudos que demostraram que os riscos da utilização do medicamento superam seus benefícios. Também foi determinado que o laboratório produtor do medicamento faça o recolhimento do produto em todo o território nacional.
Segundo nota divulgada no "Diário Oficial da União", "os medicamentos contendo rosiglitazona como princípio-ativo apresentam relação custo/benefício desfavorável em relação ao benefício, especialmente pela alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas, considerando que existem alternativas terapêuticas mais seguras para as mesmas indicações".
Entre os problemas identificados durante a avaliação do Avandia, está a alta probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrame e outros distúrbios cardíacos associados à utilização do produto.
Os pacientes que fazem uso deste medicamento devem procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento, de acordo com a Anvisa. O órgão informou que atualmente existem nove classes de remédios para este tipo de diabetes.
Segundo o médico Leão Zagury, diretor da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), os pacientes não serão prejudicados com a saída do Avandia do mercado. "Podemos utilizar outras no tratamento dos diabéticos. Hoje existem muitos remédios para controlar o nível de açúcar no sangue", afirmou.
Zagury disse que não vê muitos problemas no Avandia. De acordo com o especialista, o remédio da GlaxoSmithKline não está entre os mais vendidos no país para tratar a diabetes.
EUROPA E EUA
Na última quinta-feira (23), em comunicados simultâneos à imprensa, a European Medicines Agency e a FDA (agência reguladora nos EUA) anunciaram suas decisões sobre a droga. A agência europeia disse que não vai mais autorizar a venda de Avandia e que o remédio será retirado do mercado nos próximos meses.
No início do mês, a agência reguladora britânica afirmou que um painel independente de especialistas havia concluído que o Avandia aumenta os riscos de infarto e recomendou que a droga fosse retirada do mercado. A farmacêutica GlaxoSmithKline, baseada na Grã-Bretanha, é a fabricante do remédio.
A agência reguladora de remédios na Europa decidiu banir o medicamento com base em evidências de que ele aumenta riscos de infarto. Nos EUA, o medicamento ainda poderá ser receitado, mas com restrições.
A FDA anunciou que os pacientes que forem usar o remédio a partir de agora só conseguirão uma receita de Avandia se eles não conseguirem controlar os níveis de açúcar no sangue com outros remédios. Os médicos terão que registrar que seus pacientes podem receber o remédio e que estão a par dos riscos. A FDA espera que as restrições limitem significativamente o uso de Avandia.
A decisão da FDA marca a segunda vez em três anos que a agência decide manter o Avandia no mercado, apesar da pressão crescente para o banimento do remédio por parte de especialistas, políticos e até de cientistas que trabalham na própria agência.
A droga foi aprovada pela FDA em 1999 e se tornou o comprimido mais vendido contra diabetes no mundo. Mas o uso despencou desde que uma análise em 2007 ligou o remédio ao risco de infarto.
Críticos da FDA consideram a decisão sobre o Avandia um teste para as lideranças indicadas pelo presidente Obama para a agência, que prometia endurecer as regulamentações depois de uma série de problemas com a segurança de remédios no governo anterior.
"A FDA está tomando essa decisão hoje para proteger os pacientes, depois de um esforço cuidadoso para pesar benefícios e riscos", disse Margaret Hamburg, da FDA.
Em julho, um painel de 33 especialistas votou em 20 a 12 pela manutenção do Avandia no mercado americano. Dos 20 que votaram para manter o remédio, 10 disseram que ele deveria estar disponível com restrições.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/806435-anvisa-determina-recolhimento-do-avandia-em-todo-pais.shtml
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
A última vida
No desamor, o homem e seu espelho.
No último homem,conquista do fim.
A última vida...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
QUANDO CHEGA A PRIMAVERA...
As flores dançam
Ao som do vento
As cores embalam
Os seus segredos
Os seus encantos e seus tons.
Despertam-me as manhãs
De sonhos e girassóis
E bordam a tarde
Com perfumes e colibris
Vida que se propaga num sorriso...
Canteiros de rosas e versos
Poetas de festas ou solidão
Recitam a estação das flores
Cultivam centelhas de amor
No jardim da renovação!
(Márcia P Pellegatti)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Exame de sangue pode detectar Alzheimer, diz estudo
14/09/2010 - 09h52
Um exame de sangue simples pode ser capaz de diagnosticar o mal de Alzheimer, disseram pesquisadores dos Estados Unidos na segunda-feira, numa descoberta que pode ampliar a detecção da doença.
Gene da obesidade também está ligado ao mal de Alzheimer
Privação do sono pode desencadear mal de Alzheimer, diz estudo
Saiba mais sobre o mal de Alzheimer
O mal de Alzheimer, a forma de demência mais comum que existe, afeta pelo menos 26 milhões de pessoas no mundo todo. Não há cura, mas o tratamento paliativo apresenta melhores resultados se for iniciado prematuramente.
| SXC |
| Forma de demência mais comum que existe, o mal de Alzheimer afeta pelo menos 26 milhões de pessoas no mundo |
Outras equipes já haviam descoberto um diagnóstico precoce a partir do fluido vertebral, o que exige uma punção na coluna, procedimento que pode ser doloroso. Além disso, empresas especializadas em diagnóstico por imagem estão concluindo os testes de novos agentes capazes de tornar as placas (lesões) cerebrais visíveis em tomografias, um recurso disponível apenas em centros especializados.
Um exame de sangue tornaria o diagnóstico muito mais simples, segundo Sid O'Bryant, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech, em Lubbock.
"Um exame sanguíneo abre acesso a todos. Qualquer clínica pode fazer isso. Até mesmo enfermeiras de cuidados domésticos podem fazer", disse O'Bryant, cujas conclusões foram publicadas na revista "Archives of Neurology".
A doença atualmente é diagnosticada pelos sintomas, e só pode ser confirmada por exames cerebrais após a morte.
Segundo O'Bryant, tentativas anteriores de fazer diagnósticos do mal de Alzheimer pelo sangue se mostraram falhas.
O novo exame busca mais de cem proteínas e combina isso com informações sobre os pacientes, inclusive se eles são portadores de um gene de risco para o Alzheimer, chamado APOE4. Uma análise informatizada então estabelece o grau de risco do paciente.
"Nossa taxa geral de sucesso em detectar portadores do mal de Alzheimer é de 94%. Mas o acerto total em classificar os que não têm o mal de Alzheimer é de 84%" disse o cientista.
O próximo passo será ver se o teste pode prever quem vai desenvolver o Alzheimer. O teste do fluido vertebral parece ser capaz de fazer isso.
Um outro estudo na mesma publicação, liderado por David Geldmacher, do Sistema de Saúde da Universidade da Virginia, avaliou se o medicamento pioglitazone, usado contra diabetes, pode combater a inflamação que causa a morte de células cerebrais em pacientes com Alzheimer.
Geldmacher alertou que ainda é preciso aprofundar o estudo, e que pesquisas mais amplas com drogas da mesma classe não confirmaram nenhum benefício na terapia do mal de Alzheimer.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/798448-exame-de-sangue-pode-detectar-alzheimer-diz-estudo.shtml
Britânica viciada em jogos online é proibida de usar internet depois de negligenciar filhos
Uma britânica viciada em jogos online foi proibida de usar computadores por não alimentar corretamente seus filhos e deixar dois animais de estimação morrerem de fome. O caso ocorreu na cidade de Swanley, em Kent (Inglaterra), informa o “Telegraph”.
A mulher, que teve sua identidade protegida, alimentou os dois filhos, de 10 e 13 anos, com feijões em lata cozidos frios ou comida pré-preparadas, por um período de seis meses. A mãe também não dava talheres aos meninos para comerem as “refeições”.
Dois cachorros, um pastor alemão e um lurcher, morreram de fome e os cadáveres foram deixados na sala de jantar durante dois meses enquanto a britânica jogava Small World na internet, praticamente sem parar, relataram as autoridades de Kent. Aos oficiais, a mulher confessou “provavelmente ter matado os animais de fome por não abandonar o jogo no computador”.
Policiais que investigaram o caso afirmaram ainda que a casa estava em condições péssimas de limpeza, com lixo acumulado nos cômodos, comida embolorada e enxames de moscas.
A denúncia dos maus tratos às crianças e animais foi feita por um vizinho. A corte de Maidstone Crown sentenciou a mulher a 75 horas de trabalho voluntário, mas suspendeu a pena de seis meses de prisão. Ela também foi proibida de ter animais de estimação e acesso à internet.
Vício em jogos na web
Segundo as autoridades, a britânica se tornou viciada no Small Worlds depois de receber o convite para jogar de um amigo do Facebook.
Ela começou jogando por cerca de uma hora e, a partir de agosto de 2009, passou a ter o comportamento obsessivo: a britânica dormia apenas duas horas por noite. Passou então a alimentar os filhos com comidas que não precisavam ser cozidas ou pré-preparadas, como sanduíches, macarrão instantâneo, salgadinhos e tortas.
De acordo com o promotor do caso, Deepak Kapur, a mulher “era uma mãe dedicada até que o marido morreu após um ataque cardíaco e se fechou no mundo online". "Ela vivia no mundo real apenas num nível muito básico”, disse.
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/09/13/britanica-obcecada-por-jogos-online-e-proibida-de-usar-internet-depois-de-negligenciar-filhos.jhtm
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
XL - PASSA UMA BORBOLETA
(do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
| • A História da Camisinha (Preservativo/Codom de Vênus) |
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o aparecimento da AIDS influenciaram de maneira decisiva a sexualidade humana durante o século XX. Até então, essa era uma questão tratada com reservas e pudor pela saúde pública. O vírus HIV forçou uma mudança sem precedentes. Dentro desse contexto, falar sobre sexo (independentemente da escolha de cada um), promiscuidade e, principalmente sexo sem proteção, virou uma obrigação dos profissionais da saúde, dos educadores e dos pais.
A prevenção da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis sempre fizeram parte das civilizações urbanas. A cidade trouxe consigo a necessidade de planejar o crescimento, a produção de alimentos, a disponibilidade de moradia.
O nascimento de filhos fora da união oficial sempre foi motivo de escândalo social. Tudo isso levou à criação de métodos capazes de evitar a gravidez, sem, no entanto, furtar o prazer do ato sexual.
Os chineses foram os criadores da primeira versão do preservativo: envoltórios de papel de seda untados com óleo. Os japoneses também possuíam hábito semelhante. Desde 1850 a.C. os egípcios utilizavam métodos contraceptivos. As mulheres colocavam em suas vaginas uma série de produtos para bloquear ou matar os espermatozóides. Elas utilizavam fezes de crocodilos (por possuírem pH alcalino, tal qual os espermicidas modernos), gomas e uma mistura de mel e bicarbonato de sódio. Os homens utilizavam protetores para o pênis, confeccionados em linho ou a partir de intestinos de animais. Tais protetores, porém, não possuíam função contraceptiva: funcionavam como estojos. Eles protegiam o pênis contra galhos e picadas de insetos durante as caçadas.
A mitologia grega apresentou a camisinha para o Ocidente. O rei Minos, filho de Zeus e Europa, era casado com Pasiphë. O monarca era conhecido por seu amor pelas mulheres e suas inúmeras amantes. Por obra de Pasiphë, Minos passou a ejacular serpentes, escorpiões e lacraias, que matavam todas aquelas que se deitasse com o soberano. Pasiphë era imune ao feitiço aplicado a Minos, mas este tornou o rei incapaz de procriar. Minos, no entanto, se apaixonou por Procris. Para evitar que a relação com Minos lhe trouxesse a morte, Procris introduziu em sua vagina uma bexiga de cabra. Os monstros ficaram aprisionados na bexiga e Minos voltou a poder ter filhos.
Durante o século XVI a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis assolava a Europa. Nessa época elas eram chamadas dedoenças venéreas. Esse nome faz referência às sacerdotisas dos templos de Vênus, que exerciam a prostituição como forma de culto à Deusa do Amor. Foi quando o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou o que descreveu como uma "bainha de tecido leve, sob medida, para proteção das doenças venéreas". Tratava-se de um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Ele a denominou De Morbo Gallico, em um artigo escrito em 1564. Shakespeare denominou-a "luva de Vênus". No final do século XVI os preservativos de linho passaram a ser embebidos em soluções químicas e depois secados. Eram as precursoras dos espermicidas modernos. No século XVII, um médico inglês conhecido como doutor Condom, alarmado com o número de filhos ilegítimos de Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou para o rei um protetor feito com tripa de animais.
Em inglês, camisinha é "condom", em referência a esse médico. Outro episódio contribuiu para a difusão da camisinha. Ao final da Guerra da Sucessão Espanhola, líderes das principais nações européias reuniram-se na cidade de Utrecht (1713-1714). Tal evento chamou para o local toda a sorte de donzelas, ávidas em proporcionar diversão aos congressistas e desejosas por conseguir algum dinheiro. Mas traziam consigo algo já bem conhecido da ciência européia: doenças venéreas. Um criativo artesão local teve uma idéia: costurou na forma de uma bainha anatômica um ceco de carneiro e obteve, assim, um preservativo.
O temor em relação às doenças venéreas tinha uma importante justificativa: os recursos terapêuticos eram muito pouco eficientes. Doenças como a sífilis eram praticamente incuráveis. A sífilis foi a AIDS da época. Indivíduos contaminados caminhavam para morte, sempre rodeados por todo o tipo de preconceito. A cura para a sífilis (penicilina) foi obtida apenas na segunda metade do século XX.
A evolução surgiu com as camisinhas de látex, a partir de 1880. Em 1901, a primeira camisinha com reservatório para o esperma apareceu nos Estados Unidos. As camisinhas de látex adquiriram popularidade apenas a partir da década de 30. Cerca de um milhão e meio de camisinhas foram comercializadas nos Estados Unidos, em 1935.
Nas décadas seguintes, a camisinha foi caindo em desuso, principalmente após a descoberta da pílula anticoncepcional, na década de sessenta. Mas o aparecimento da AIDS, na década de oitenta, mudou para sempre a mentalidade mundial: a contaminação de indivíduos pelo vírus HIV, causador da doença, dava-se por meio de contato sexual ou transfusão sanguínea. Falar abertamente sobre sexo seguro e uso injetável de drogas passou de tabu à n
Fonte - Hospital Albert Einstein
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Após 119 anos, circula última edição do 'Jornal do Brasil'
01/09/2010 - 09h36
Circulou ontem a última edição impressa do "Jornal do Brasil", que a partir de hoje passa a ter apenas uma versão digital.
A data foi marcada por um protesto do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, que teme novas demissões e o não pagamento de dívidas trabalhistas da empresa.
A presidente do sindicato, Suzana Blass, diz que a entidade estuda uma maneira de bloquear a marca "JB", principal ativo do jornal atualmente, para que seja leiloada, com o dinheiro da venda revertido para o pagamento das dívidas.
De acordo com um ex-funcionário graduado da casa, as dívidas trabalhistas somam cerca de R$ 30 milhões.
Nos últimos anos, pelo menos dez ex-funcionários já entraram na Justiça pedindo a penhora da marca.
Criado no Rio de Janeiro, em abril de 1891, o "JB" foi arrendado em 2001 pelo empresário Nelson Tanure, que tem o direito de uso da marca por 60 anos.
Antes dele o jornal era comandado pela família Nascimento Brito, herdeira da família Pereira Cordeiro, que comprara o jornal em 1918.
A última edição, ontem, em formato tabloide, trouxe a manchete "PF ataca fraude na reforma agrária".
ARTIGO DE LULA
A primeira página anunciava que hoje o "JB" estreará como o "primeiro jornal brasileiro 100% digital", com um artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele elogia o histórico do veículo e diz que o país precisa de bons jornais "independentemente da plataforma".
Atualmente, segundo a direção do jornal, 150 pessoas continuam trabalhando nas áreas de redação, marketing e administração para manter a versão online.
O protesto contra o fim da edição impressa aconteceu no centro do Rio e teve a presença de jornalistas, ex-funcionários do "JB" e políticos, como o candidato ao governo do Estado Fernando Gabeira (PV), que também trabalhou no jornal.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/792140-apos-119-anos-circula-ultima-edicao-do-jornal-do-brasil.shtml
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Lucia Helena
Eneida
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Professores também são vítimas de ciberviolência
18/08/2010 - 16h17
ANGELA SENRA Colaboração para o UOL
Sofrer perseguição e constrangimento pelo pessoal da escola, o bullying, não é um acontecimento reservado apenas aos alunos. Professores também padecem com o desrespeito dos estudantes. Mas, em vez de aviõezinhos de papel, os alunos de hoje se vingam dos professores na internet, criando comunidades e sites com difamações e xingamentos. Seria uma espécie "ciberbullying às avessas", apesar de o termo não se aplicar neste caso (leia abaixo).
A ciberviolência contra professores - melhor definição aplicada aqui - parece ser mais comum em escolas públicas, mas existe também nos estabelecimentos privados. Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), uma explicação para que o mau comportamento ocorra com menos frequência nas particulares é o sonho dos pais que os filhos estudem em determinados colégios. “Os mais conceituados são procurados às vezes quando a criança nasce, dão status, por isso as escolas privadas conseguem controlar melhor este tipo de comportamento”, acredita.
Isso não quer dizer que não aconteça. A professora de Florianópolis (SC) Luciana*, de 41 anos, lecionava em uma faculdade particular havia três anos quando se viu às voltas com a agressão de um grupo de alunos. “Eles não aceitavam as cobranças que eu fazia em sala de aula e partiram para o ataque na internet. Criaram uma comunidade no Orkut com o nome de ‘Eu Odeio a V… Cognitiva’, que fazia referência à disciplina que eu dava”, relata.
Ela levou o fato ao conselho de ética da universidade, que não se posicionou a respeito. “O coordenador do curso apenas conversou com os alunos e pediu que retirassem o grupo virtual do site. Mas até a comunidade sair do ar eles colocaram posts ofensivos, me xingaram de todos os palavrões que se pode imaginar.”
Ao contrário de muitos professores, que acabam doentes, Luciana permaneceu indo normalmente ao trabalho. “Tenho jogo de cintura, não me deixei abalar, mas foi muito complicado. Não é nada agradável ter um grupo de pessoas que não gosta do seu trabalho e que, em vez de discutir civilizadamente, publica insultos contra você diariamente na internet”, desabafa.
A solução que a faculdade encontrou foi não renovar o contrato com Luciana, que hoje leciona em faculdade federal e não sofreu mais este tipo de assédio.
Brincadeira ou assédio?
O assédio moral aos professores não é uma novidade do século XXI, mas Quézia acredita que antes era mais disfarçado. “Na década de 1970, quando dava aulas, os alunos ficavam quietos na presença do professor. Hoje as relações são muito diferentes, há uma desvalorização generalizada do papel do educador. Os próprios pais, muitas vezes, ao invés de questionarem os filhos, questionam os professores, mesmo quando se trata de notas baixas.”
Além disso, o próprio sistema, segundo ela, dá mais poder ao aluno. “A reprovação, que era um instrumento de controle, quase não existe mais, e o aluno sabe disso”, diz Quézia.
Professor versus aluno
O professor então estaria isento de responsabilidade? O sociólogo Gualberto Gouveia, que estuda o tema há seis anos, acredita que não. “Muitos estão afastados dos alunos, não se atualizam e perdem o controle com facilidade. Isso dá margem às brincadeiras, que, muitas vezes, não passam disso mesmo.”
Para a psicopedagoga Birgit Mobus, da Escola Suíço-Brasileira de São Paulo, o limite entre uma gracinha de mau gosto e agressão nem sempre é claro. “Se um aluno coloca sal na água do professor, é indisciplina? Qual o significado de ‘vá se ferrar’, por exemplo? Para alguns, é um palavrão; para outros, um desabafo do tipo ‘não enche’. Depende muito do humor do professor e de seu nível de tolerância. O bom profissional sabe avaliar a gravidade de um fato e conversa com o aluno e os pais para resolver”, acredita.
E quando o aluno resolve partir para a agressão física? “Crianças pequenas, que não sabem lidar com a raiva, podem bater no professor. Muitas vezes, estes alunos têm pais abusadores ou não têm limites dentro de casa e carregam o mesmo comportamento para a sala de aula”, diz Birgit.
Não é incomum também ouvir dos pais que, já que pagam a escola, os professores têm de fazer o que eles querem. “Os professores são cobrados, mas não são valorizados. E isso se reflete no comportamento dos alunos”, afirma Quézia.
O que fazer
No caso de agressão de aluno contra professor, o termo bullying não se aplica, pois é usado para denominar agressão entre pares, ou seja, aluno contra aluno ou professor contra professor. Mas assim como nos casos de bullying, a escola tem sua responsabilidade. “Ela deve ficar alerta ao problema, no sentido de preveni-lo”, explica o advogado trabalhista empresarial José Eduardo Pastore.
A difamação, que consiste em atribuir a alguém fato ofensivo à sua reputação, pede medidas:
- Registre um boletim de ocorrência (BO) contra o autor da difamação ou seu responsável legal.
- No caso de redes sociais, ingressar com uma ação cautelar para que o provedor forneça os dados sobre a identidade do computador do qual as mensagens foram postadas e ainda para que o provedor remova do ar o conteúdo ofensivo.
- Entre na Justiça com um pedido de indenização por danos morais.
- Entre na Justiça com uma ação de difamação, de caráter criminal. O crime de difamação se enquadra nos crimes contra a honra, Capítulo V, Título I da Parte Especial do Código Penal Brasileiro. A difamação, prevista no artigo 139 do Código Penal, é punida com detenção de três meses a um ano, além de multa.
* O nome foi trocado a pedido da entrevistada
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/08/18/professores-tambem-sao-vitimas-de-ciberviolencia.jhtm
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Turba sombria (Walder Maia do Carmo)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Campanha de vacinação contra a paralisia infantil continua em pelo menos 15 Estados
16/08/2010 - 17h57
CAROLINA LEAL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a paralisia infantil continua em pelo menos 15 Estados que ainda não atingiram a meta de imunizar 95% das crianças de até cinco anos.
SP prorroga até dia 20 de agosto a segunda etapa da vacinação contra paralisia infantil
Governador de SP leva sua neta para ser vacinada contra a pólio
Segunda etapa da vacinação contra pólio começa às 10h de sábado
Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Acre e Roraima continuam na campanha.
A maioria dos Estados adotou como data final a próxima sexta-feira, dia 20 de agosto; Paraná e Espírito Santo estenderam a campanha até o dia 27; Roraima, até o dia 30. Sergipe e Tocantins não estabeleceram um prazo final.
A Folha não conseguiu confirmar os prazos da campanha com os governos do Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Amapá e Amazonas.
Os Estados que decidiram não prorrogar a campanha oficialmente são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte e Maranhão. No entanto, mesmo com o fim da campanha oficial, a vacina continua disponível em postos de saúde da rede municipal.
Boa parte dos Estados adotou a prorrogação por conta da baixa procura pela vacina no sábado, o dia "D" da vacinação. O governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, citou o frio e a chuva que atingiram o Estado no fim de semana.
Outros Estados, como Santa Catarina, Paraíba e Tocantins, já tinham incluído o prazo maior em seus cronogramas. No Tocantins, por exemplo, a dificuldade de acesso a localidades da área rural fez com que o governo não estabelecesse uma data limite para a vacinação.
BALANÇO
Um balanço parcial do Ministério da Saúde indica que cerca de 10 milhões de crianças foram vacinadas em todo o país contra a poliomielite, até as 15h desta segunda-feira. A meta é imunizar 14,6 milhões de crianças --ou 95% dos menores de cinco anos.
A primeira etapa da campanha foi no dia 12 de junho. Cerca de 24 milhões de doses de vacina foram distribuídas em cada etapa.
O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989. Causada pelo poliovírus selvagem, a doença é caracterizada por febre, mal-estar, cefaleia e pode causar paralisia. A vacina é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.
Somente não devem ser imunizadas as crianças com deficiência imunológica, como Aids e câncer, ou que apresentem infecções agudas, febre alta, diarreia, vômito ou alergia aos componentes da vacina.
A poliomielite é uma infecção grave causada por três tipos vírus que provoca lesões no sistema nervoso podendo matar ou provocar a paralisia dos membros --pernas e braços. A doença é transmitida por via oral.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/783824-campanha-de-vacinacao-contra-a-paralisia-infantil-continua-em-pelo-menos-15-estados.shtml
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
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diálogo entre o principezinho e a raposa, capítulo XXI do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
Viver na esperança, saindo da utopia (Walder Maia do Carmo)
Na flor subtraida do outono, onde primavera não havia.
Na alegria das sílabas falantes
No amor remoçando os amantes.
Na alma, recôndito do homem livre.
Viver na esperança, saindo da utopia.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sétimo poema do ciclo "Ângela" - Gregório de Matos
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?
Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.
sábado, 31 de julho de 2010
Células-tronco e a ditadura do comportamento
Agora o órgão que controla os medicamentos por lá liberou nesta sexta (30) o primeiro teste no mundo em humanos de um tratamento derivado de células-tronco embrionárias (obtidas a partir de embriões com menos de uma semana de existência). A empresa Geron irá escolher até dez pacientes com lesão recente na medula espinhal que receberão as células e serão acompanhados por um ano.
Já abordei este tema neste blog várias vezes e não sou um especialista em ciência feito jornalistas como Claudio Ângelo e Marcelo Leite, mas a notícia vale nota e anima não apenas pelo avanço médico que simboliza, mas também por mostrar que estamos conseguindo dar importantes passos contra a ditadura da religião e seu manual de comportamento.
É claro que não sou inocente de achar que a indústria da saúde nos Estados Unidos (talvez a mais selvagem das selvagens indústrias do capitalismo, que ganha bilhões explorando o sofrimento) não lucrará muito com o know-how que será acumulado a partir das portas que se abrem. Como noticiei aqui antes, o próprio Obama, na época, reclamou – básico – que os EUA estavam ficando para trás do ponto de vista técnico-comercial. Mas o uso desse tipo de terapia deve ajudar a reduzir o sofrimento de milhões de pessoas no futuro, ricas e pobres, e portanto, deve ser incentivado.
Por aqui, após um longo debate, o Supremo Tribunal Federal aprovou em maio de 2008 as pesquisas com células-tronco embrionárias, rejeitando uma ação direta de inconstitucionalidade que tentava barrá-las. A votação foi apertada, seis a cinco, com os ministros Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Carmen Lúcia Antunes Rocha, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello votando a favor.
Há aqueles que defendem apenas as pesquisas com células-tronco adultas, para evitar o descarte de embriões. Essa linha também é promissora, mas não pode ser a única adotada frente à versatilidade das células células-tronco embrionárias. E vamos sem racionais, pelo amor de Deus! Um grupo de algumas células embrionárias congeladas após terem sido preteridas em um tratamento de fertilização e que seriam lançadas para virar pó em um incinerador não podem ter o mesmo valor de um ser humano nascido. Ou de alguém que perdeu o movimento das pernas. Ou de uma pessoa que é obrigada a injetar insulina todo santo dia. Ou alguém que, religiosamente, teve que alterar sua rotina porque perdeu a visão em um acidente. Se for necessário utilizar essas células para que alguém volte a andar, ouvir e enxergar ou seja curado de uma doença degenerativa fatal, que se faça.
O pior é ter que ouvir que o uso desses embriões é assassinato… A humanidade já deveria ter evoluído para deixar as cruzadas de lado, mas os conservadores (atenção, não estou colocando as igrejas todas no mesmo balaio como muitos dizem que gosto de fazer por aqui – apenas as suas alas mais reacionárias) botam cada vez mais lenha na fogueira de uma guerra santa contra a dignidade do ser humano. Que, ironicamente, é o desejo do Criador de acordo com as diferentes escrituras.
Vale lembrar que, nem bem Bento 16 aterrissou por aqui em 2007, e já foi condenando o aborto, a pesquisa com embriões para obtenção de células-tronco e a eutanásia. “Escolhe, pois, a vida” foi o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB em 2008, quando a crítica ao direito ao aborto, às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia foi grande. As Campanhas têm um papel fundamental na vida dos católicos do país e são importantes. Por isso, defendo que haja liberdade plena para qualquer grupo se manifeste como quiser sobre esses temas. Liberdade, contudo, que deve ser estendida a todos. Por isso, vamos aproveitar esse momento para abrir o debate à sociedade a fim de que ela possa fazer suas próprias escolhas e não ser guiada por terceiros.
Ao final, se determinado grupo for contra o uso de células-tronco embrionárias no futuro, sem problema. Oriente seus fiéis a viver (ou morrer) sem utilizar o tratamento e receber seu prêmio em um plano superior. Não tenho certeza se serão ouvidos por muita gente.
http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/07/31/celulas-tronco-e-a-ditadura-do-comportamento/
Exercício criado para pessoas com e sem deficiência promete boa forma e inclusão
Por Miriam Temperani
Qualidade de vida e boa forma para todos! Essa é a proposta da “Moving Chair”, primeira aula feita especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida. Criada pelo professor de educação física e de tae kwon do Cleuton Nunes, de 30 anos, a aula foi apresentada pela primeira vez na 20ª Fitness Brasil, realizada em maio na cidade de Santos, São Paulo.
Após sofrer um acidente de moto em que perdeu as duas pernas, Nunes passou a vivenciar uma nova realidade em que a atividade física não fazia parte dela e resolveu mudar essa situação. “Percebi que os cadeirantes ativos necessitavam de melhor condicionamento físico em seu cotidiano, tornando os obstáculos fáceis, inspirando a uma atividade física que não viesse apenas do esporte e que pudesse fazer parte dos movimentos de inclusão”, relata. Foi assim que nasceu a aula que integra todos. O nome “Moving Chair”, que numa tradução livre seria “cadeira móvel”, tem tudo para fazer sucesso, junto com os benefícios que ela proporciona.
Muito dinâmica, a aula mescla movimentos do boxe e do pilates, trabalhando principalmente os membros superiores. Realizada com músicas empolgantes e acessórios como cordas e elásticos, ela trabalha o corpo, a força e o equilíbrio, permitindo mais controle do tronco sobre a cadeira, o que facilita na locomoção e nas tarefas funcionais do dia a dia. “O fortalecimento da musculatura faz com que a pessoa com deficiência tenha mais funções e controle do corpo, e que suas atividades em ambiente aberto sejam realizadas com maior destreza, deixando-a cada vez mais independente nas suas obrigações e passeios”, diz Cleuton. A atividade é praticada em grupo e isso proporciona o benefício de integração social, o aumento da autoestima, a qualidade de vida e bem-estar. Para quem não possui deficiência, os exercícios melhoram a postura, o condicionamento físico e o fortalecimento cervical.
http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/59/artigo179162-1.asp